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17 de outubro de 2010

Pecados capitais: Inveja

Inveja é sim falta de competência. Quem a tem não é capaz ou não se  sente capaz de conquistar por méritos próprios e acaba por olhar para  o jardim ao lado com olhos ambiciosos. Enganam-se, porém, ao achar que o vizinho recebeu tudo caindo do céu, mas como estamos falando de  invejosos, não podemos esperar muito de sua inteligência tão limitada quanto sua moral.

A esses incapazes, relembro que as pessoas são atraídas pela energia,  sorriso, inteligência, honestidade. Portanto, se hoje você se vê sozinho e joga pensamentos invejosos para quem está ao seu lado,  acompanhado e feliz, perceba se não é você o algoz de sua vida
  amorosa.

Portanto, meu caro incapaz, limpe suas mãos e pensamentos da inveja,  arregace as mangas e corra atrás de suas próprias conquistas ao invés de ficar de olho e boca grandes para o sucesso alheio. A menos que não
tenha competência para tal, aí é melhor passar uma borracha em sua  vida e começar tudo de novo.

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A inveja é o desejo de ser aquilo que, no momento, não é. É um estado desejado, quer dizer, o invejoso admira o invejado, mas não consegue sê-lo. E para aqueles que acreditam que a inveja é um dos pecados menores, acrescento mais uma coisa: ela antecede a sabotagem, a agressão, a armadilha, a punhalada pelas costas e otras cositas que dinamitam qualquer relação amistosa, pois desconhece limites. Ela começa diminuta e vai crescendo, tal qual bola de neve, sorrateira e silenciosamente.

O problema maior é quando o casal está rodeado de agouros e amizades mal intencionadas – por inveja e ciúmes Caim matou Abel, por exemplo. A inveja encoberta a insatisfação pessoal com alguma coisa na falta aquilo que se deseja. A melhor coisa é ficar longe de gente desse “naipe”, embora nem sempre seja possível, pois elas estão povoadas em qualquer lugar onde haja mais de uma pessoa vivendo. A impotência do invejoso é o seu veneno.

Há, todavia, a inveja saudável e sabida, cuja medida é pequena e não causa nenhum efeito maléfico no invejado, pelo contrário, causa regozijo no invejado, pois não é a inveja do mal. É o amor que não agride e que, sobretudo, todos querem ter, num relacionamento livre, verdadeiro e intenso, e que pode ser  positivamente invejado e, porque não, copiado – mas, até lá, não custa nada ter em mãos um galhinho de arruda!