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25 de julho de 2010

Onde mente um, mentem dois

Mentira de amor não dói? Pois seja você a vítima dessa dor e depois venha me contar. Você que defende uma mentirinha aqui e acolá fique atento...Aquele que mente hoje sobre uma saída com os amigos ou um chopp com outro rapaz é aquele mesmo que amanhã poderá mentir sobre uma séria traição ou sobre um caso de fim de semana. E erra aquele que acha que não terá reação, mais cedo ou tarde. Mentira tem perna curta e coração solitário.

Homens e mulheres mentem, mas de formas diferentes e tem, também, percepções diferentes sobre a verdade. Enquanto eles mentem mais, elas mentem melhor e, acreditem homens, se uma mulher quiser realmente, sempre descobrirá a verdade. Dediquem isso à intuição, à vontade ou mesmo ao detetive particular. Mas que descobrem, descobrem. Portanto, não mintam, mas se o fizerem, pensem se realmente estão preparados para serem descobertos.

Minha humilde dica a ambos: Antes de colocar a tal mentirinha para fora, vejam se o que está sendo omitido vale tanto a pena assim. Já pensou que você pode acabar sem ninguém a seu lado por supor que poderá ter todos que quiser ao mesmo tempo? Abra o olho antes de ser vítima ou ser o autor de uma mentira e pense que a mentira sua de hoje pode ter um reflexo na mentira do seu companheiro amanhã. Você mentiu, que mal fará um espelhinho, não é mesmo?


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Nós homens temos uma inclinação a contar mentiras (ou “mentirinhas”) em quantidade superior às mulheres, mas, qualitativamente, elas são muito mais hábeis, dissimulam, omitem e ocultam coisas com a mesma destreza de uma ilusionista. Incrível! A criatividade joga no lado feminino. A vaidade e o orgulho, contudo, nos deixam, exatamente, iguais: somos pertencentes a uma única espécie: a raça humana. E somos educados, muitas vezes, para essa prática, especialmente para conquistarmos aquilo que desejamos.

O roteiro feminino é vasto e digno de prêmios. Exemplos? “Não está acontecendo nada, é só cansaço”, ou “Saia com seus amigos, não tem problema nenhum”, ou “Ciúmes? Daquela lá?”, ou “Não sinto mais nada por ele”, ou ainda a mentira clássica “Hoje não, estou com dor de cabeça”. Eu lhes provoco, leitoras: que atire o primeiro salto, a mulher que nunca usou de mentiras. Vocês se habilitam, mulheres? E se disserem que nunca mentiram, eu responder-lhes-ei que não acredito. Impossível.

Os homens mentem porque querem conquistar e para saciar um desejo diabólico de possuir poder e força – já as mulheres, apesar de mais hábeis nos golpes e nas tacadas, são motivadas mais intensamente por emoções e por sentimentos. Eu deixei de acreditar na verdade absoluta das pessoas, mas é claro que continuo crente na sinceridade e idoneidade, afinal, sem isso, não há relacionamento que perdure, mas é claro que continuo bastante vivo: comigo é um olho no peixe e outro no gato!

12 de julho de 2010

Paixão: crime, castigo ou salvação?

Eu não gosto, e nunca gostei, dos extremos. O excesso ou ausência de sentimentos para mim são prejudiciais, por isso, digo que a paixão avassaladora, ardente e sem controles é prejudicial e pode, sim, virar castigo – mas nunca será um crime. O verbo amar (ou estar apaixonado) não pode se incluído na lista dos verbos proibidos, tais como: matar, roubar e outros similares que denunciam um comportamento indesejado e doentio. O amor é saudável e, se controlado, pode ser a salvação de uma vida sem graça e sem emoções.

Vejo a paixão com suas vantagens e desvantagens, qualidades e limitações, pontos positivos e negativos, no entanto, querer vê-la puramente como crime ou salvação é querer livrar-se de uma longa, mas interessante discussão. O uso que fazemos dela é que determina o seu resultado. Eu mesmo já fui romântico, mas ciumento – também já fui carinhoso, porém inseguro, por exemplo. A vida nos ensina a administrar essas coisas com o tempo, entretanto, admito que já “levei muito na cabeça” até melhorar e conseguir controlar minhas paixões.

O meu lado racional hoje fala mais alto, e paixão é coisa que ficou na minha memória, portanto, nada de sentimentalismos. O sabor da paixão é bastante doce, agradável e muitas vezes indecifrável. O problema é que pode ficar azedo ou ainda deixar cicatrizes – muitas delas quase incuráveis. E é dessas que estou fugindo. A paixão nos ensina muito, então, quero aprender (e aprendi) com ela e, se possível, apenas degustá-la, pois o “porre” dela é de deixar qualquer um sem direção ou com vontade de nunca mais experimentá-la!


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Você já se apaixonou? Então será fácil me responder: paixão é algo positivo ou negativo? Achou a pergunta estranha? Talvez porque você não tenha olhado a danada por outros ângulos. O que vemos aqui e acolá são filósofos, especialistas e, claro, apaixonados defendendo a paixão como um motor em nossas vidas, mas será que uma pessoa apaixonada não é de algum modo, tola e cega?

Concordo que não podemos racionalizar os sentimentos – ou pelo menos não tanto quanto fazemos. Mas também julgo incorreta a ideia de que devemos nos entregar cegamente a um sentimento que muito bem pode ser confundido com uma entrega à beira do precipício. Muitas vezes tenho que amparar amigos de corações feridos por conta de uma paixão avassaladora que levou não apenas seus sentimentos, mas a auto estima, o respeito próprio e muitas vezes a esperança de um amor verdadeiro.

Apaixonados muitas vezes esquecem de olhar o futuro e a si mesmos, agarrando-se a um presente sem planos e objetivos. Deixam a vida os levar sem eiras, nem medos. Tudo bem, tudo bem, perder-se é encontrar-se, é fato, mas de nada adianta se jogar 100% numa paixão e deixar de lado a possibilidade, inclusive, de prolongar essa relação por uma louca paixão desequilibrada. Nem só de paixão ou de razão vive o homem!

Não sou racional em excesso - muito embora tenda mais para esse lado - nem tampouco passional, sou apenas aluna da vida, das relações, dos sentimentos. E quer saber? Adoro esse aprendizado constante. Experimentemos, provemos e descubramos o que realmente queremos. Afinal, como diria Voltaire “as paixões são como ventanias que enfurnam as velas dos navios, fazendo-os navegar; outras vezes podem fazê-los naufragar, mas se não fossem elas, não haveriam viagens nem aventuras nem novas descobertas”.

8 de julho de 2010

Pausa para o café

POEMINHA SENTIMENTAL

O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.

Mario Quintana