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30 de novembro de 2010

Pausa para o café: Verdade ou insanidade

NAMORE UM BARRIGUDINHO

( CARLA MOURA PSICÓLOGA, ESPECIALISTA EM SEXOLOGIA)

Tenho um conselho valioso para dar aqui: se você acabou de conhecer um
rapaz, ficou com ele algumas vezes e já está começando a imaginar o dia do seu
casamento e o nome dos seus filhos, pare agora e me escute!
Na próxima vez que encontrá-lo, tente disfarçadamente descobrir como é
sua barriga. Se for musculosa, torneada, estilo `tanquinho´, fuja!
Comece a correr agora e só pare quando estiver a uma distância segura.
É fria, vai por mim. Homem bom de verdade precisa, obrigatoriamente, ostentar uma
barriguinha de chopp. Se não, não presta.

Estou me referindo àqueles que, por não colocarem a beleza física acima
de tudo (como fazem os malditos metrossexuais), acabaram cultivando uma pancinha
adorável.

Esses, sim, são pra manter por perto. E eu digo por quê.
Você nunca verá um homem barrigudinho tirando a camisa dentro de uma
boate e dançando , em cima do balcão. Se fizer isso, é pra fazer
graça pra turma e provavelmente será engraçado, mesmo. Já os `tanquinhos´ farão
isso esperando que todas as mulheres do recinto caiam de amores - e eu tenho
dó das que caem. Quando sentam em um boteco, numa tarde de calor, adivinha o
que os pançudos pedem pra beber? Cerveja! Ou coca-cola, tudo bem também. Mas
você nunca os verá pedindo suco. Ou, pior ainda, um copo com gelo, pra beber a
mistura de vodka com `clight´ que trouxe de casa.
E você não será informada sobre quantas calorias tem no seu copo de
cerveja, porque eles não sabem e nem se importam com essa informação. E no
quesito comida, os homens com barriguinha também não deixam a desejar.
Você nunca irá ouvir um ah, amor, `Quarteirão´ é gostoso, mas você
podia provar uma `McSalad´ com água de coco. Nunca! Esses homens entendem que, se
eles não estão em forma perfeita o tempo todo, você também não precisa estar.
Mais uma vez, repito: não é pra chegar ao exagero total e mamar leite condensado
na lata todo dia! Mas uma gordurinha aqui e ali não
matará um relacionamento. Se ele souber cozinhar, então, bingo!
Encontrou a sorte grande, amiga. Ele vai fazer pra você todas as delícias que sabe,
e nunca torcerá o nariz quando você repetir o prato. Pelo contrário, ficará
feliz.

Outra coisa fundamental:
Homens barrigudinhos são confortáveis!

Experimente pegar a tábua de passar roupas e deitar
em cima dela. Pois essa é a sensação de se deitar no peito de um musculoso . Terrível!
Gostoso mesmo é se encaixar no ombro de um fofinho, isso que é conforto.
E na hora de dormir de conchinha, então? Parece que a barriga se encaixa
perfeitamente na nossa lombar, e fica sensacional.
Homens com barriga não são metidos, nem prepotentes, nem donos do
mundo.
Eles sabem conquistar as mulheres por maneiras que excedem a barreira
do físico.
E eles aprenderam a conversar,a ser bem humorados, a usar o olhar e o
sorriso pra conquistar. É por isso que eu digo que homens com barriguinha sabem
fazer uma mulher feliz.
CARLA MOURA
PSICÓLOGA, ESPECIALISTA EM SEXOLOGIA

17 de novembro de 2010

Afinal, o que querem as mulheres?

Não sabemos o que queremos, essa é a verdade. Assim como os homens, somos seres em eterna busca por nós mesmos, preferimos isso ou aquilo, não gostamos desse ou daquele, mas dizer que sabemos convictamente o que queremos é mito. Mas sabemos o que não queremos, ajuda? Não queremos um mundo de eternas certezas, muito menos dúvidas que pairem em nossos relacionamentos. Que tal um misto de alegria, poesia, música, vinho e muito amor? Tenho certeza que com alguns poucos ajustes essa receita não tem como dar errado. 

Hipócritas não somos. Sim, estamos felizes por tantas reviravoltas na área de relacionamentos, profissional, financeira, mas ansiamos também pela calma, paciência, dias de ócio e cafés na esquina. Um livro, um dia, um sossego. E só! Pelo menos um dia, já que os 360 demais nos custam muito além do que muitas vezes podemos ou queremos oferecer. Cobranças, duelos, combates, respostas...enquanto o tempo se esvai.

Cada novo abrir de olhos é hora de nos jogarmos numa selva de pedra em que esperam de nós certezas por nós e pelos outros (a síndrome do mamãe eu quero). Não queremos que esperem ideias inflexíveis e conceitos intransigentes, queremos a liberdade das opiniões, dos gostos, das texturas e dos cheiros. Queremos não saber e testar até descobrir. Quem quiser nos acompanhar, candidate-se. Mas deixe de fora cobranças, pressões e exigências, venha apenas em busca de algo mais.

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Afinal, o que querem as mulheres? Eu, sinceramente, não sei – vai do gosto da freguesa, pois a mentalidade da mulherada é um emaranhado de ideias e de desejos muitas vezes inteligíveis para o nosso universo masculino. O nosso papel, hoje em dia, é meio nebuloso, pois as mulheres estão, cada dia mais, livres, leves e soltas, menos dependentes e mais certas daquilo que não desejam, mas diria que certos desejos estão sempre presentes no imaginário feminino: amor, compreensão, sucesso, corpão, dinheiro, roupas, beleza, príncipe encantado etc.

O homem, que é homem, precisa ter sensibilidade para desvendar os segredos do universo cor de rosa ou então estará sentenciado a viver com uma parceira insatisfeita. A certeza daquilo que se quer, e espera, é uma obrigação de homens e mulheres. A pior mulher, por exemplo, é aquela que não tem ideia do que quer, ou seja, está à deriva, tal qual um barco sem direção no oceano, perdido, perdido – uma hora quer uma coisa e outra hora, outra coisa. Tenha paciência! É, a meu ver, apenas uma alma penada vagando no universo. E isso vale pra nós homens também.

E delas tem um monte nesse mundo – Deus, livrai-me desse mal! Homens, cuidado! Uma pessoa cujo desejo de vida e de relacionamento é insípido e incolor não tem nada a acrescentar na vida do parceiro, ao contrário, é uma atraso de vida, mas, admito eu, que grande parte das mulheres tem em mente aquilo que quer, embora, às vezes, seja recomendável e prudente não tentar entendê-las, pois vamos terminar de desaprender aquilo que aprendemos até hoje. Estou resignado.

1 de novembro de 2010

Pecados Capitais - Gula

 A gula, a meu ver, é dos vícios aquele menos pecaminoso, e o mais praticado, pois em regra atinge apenas o pecador e é usada como válvula de fuga e proteção. Os ansiosos que o digam. A parte boa é que podemos sucumbir levemente, até porque, pensemos bem, mesmo as dietas mais espartanas têm os seus dias de folga – moderadamente, vale repetir. As regras de boa convivência aceitam uma pequena dose de gordurinhas e carboidratos a mais, nada que comprometa a saúde do relacionamento.

O interessante, no entanto, é que a gula tem o poder de nos denunciar, quer dizer, revelar a nossa capacidade de auto-controle e de como dominamos os vícios, sejam carnais, sejam mentais, como avareza, cobiça, ciúmes, inveja e tantos outros que dinamitam qualquer convívio, minimamente, harmonizado. É como acontece nos relacionamentos: tem hora que autocontrole é indispensável, já que as seduções são inevitáveis e muitas vezes ilusórias.

A gula “saudável” é de amor, carinho, de estar com a pessoa amada, independente da hora e da ocasião, nada mais, nada menos – é ter fome e vontade de comer ao alcance. A minha satisfação é medida em gestos, palavras, mensagens ou qualquer ato concreto de apoio, reconhecimento e carinho – e, por isso, estou repelindo qualquer pessoa cujo cardápio não contemple esses itens, ou atende, ou é “carta fora do baralho” na minha opinião. O meu apetite é voraz, mas não é qualquer coisa que vai resolver meu caso, e hoje mais do que nunca.
 
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Você tem fome de quê? Você tem sede de quê? Muitos comem quiabo com jiló sem reclamar. Outros são frescos até com filé mignon. Mas, gosto é gosto, não é mesmo? O mesmo ocorre com relacionamentos. A fome que se origina dele pode ser saciada com alguns instantes de paixão ou anos e anos de companheirismo.

Há quem diga que não é preciso mais do que um dia de felicidade junto ao amor verdadeiro para ser plenamente feliz. Será? Particularmente não acredito nisso. Acho que todos temos fome de amor, de carinho, de afeto diário. Quem fala o oposto ou é um individualista nato ou um eremita. Acredito sim que se não há opção, aproveitemos enquanto dure, mas se há alguma alternativa de estar ao lado de quem se ama, convenhamos que 100% escolherá essa opção.

Matemos nossa fome de amor (por mais brega que possa parecer essa frase), saciemos nossa sede de viver ao lado de quem gostamos, mesmo que tenhamos uma indigestão ao final, saberemos que degustamos novos sabores e isso será eterno em nossa vida.