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27 de junho de 2010

Onde está o sentimento?

Há uns cinco anos esse texto seria diferente. Falaria sobre como os homens não pensam com o mesmo cérebro que nós mulheres ou de como eles são rudes, grosseiros e muitas vezes autistas em um mundo que impera o machismo e a tradição masculina. Mas como disse, esse é um texto do passado. O que me fez mudar foi experiência ou ilusão? Quem sabe ambos ou apenas o aprendizado e amadurecimento. E querem saber? Como é bom mudar de ideia!

Tudo bem faço as vezes daquelas que ainda se horrorizam com alguns atos masculinos ou que se sentem coagidas diante de alguns ruminantes que andam por aí, mas devo ser imparcial, é fato. Em cinco anos não somente mudou muito em minha vida, ou no meu mundo, mas o próprio cenário de relacionamentos tem sofrido alterações.

Homens são hoje reais companheiros, longe daqueles seres incompreensíveis que víamos. São mais emoção aliada à razão e sofrem diante de corações quebrados ou canções de lembranças vivenciadas. Estão longe da perfeição, devo afirmar (sou realista, mas não Pollyana que vê o mundo em cor de rosa), mas distanciaram-se dos umbiguistas que vagam em nossas vidas.


Lágrimas, sonhos, amores, romance não são mais exclusividade feminina. Eles sofrem, mulheres, é verdade! Choram, refletem, melhoram a anseiam muito um amor verdadeiro. Se você duvida, proponho tentar mais uma vez ao invés de generalizá-los. Vá para a próxima tentativa com o coração aberto. Pode não vir um príncipe encantado, mas pelo menos um vampiro de volvo prata e um peito aberto você poderá encontrar. (MP)



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Mulheres, vocês nos entendem na essência? O homem precisa ser compreendido e desvendado como um quebra-cabeça, mas, pelo visto, vocês (mulheres) não gostam muito desse tipo de “joguinho”. Nós homens e vocês mulheres não somos, total e inteiramente, iguais, pelo contrário, temos nossas divergências, porém nos completamos tal qual chave e fechadura. E devemos, com isso, procurar aquele que nos completa e deixa nossa vivência mais colorida e mais leve.


Elas falam mais, é verdade, e também é verdade que nós resistimos mais a declarar nossos sentimentos, mas somos seres de carne, osso e coração, por isso, também choramos, temos vergonha, padecemos com agressões, injustiças, críticas gratuitas e relacionamentos mal resolvidos, apesar de investirmos menos no lado emocional do relacionamento do que as mulheres. O homem é mais ouvido e visão – e, claro, fechado para o mundo externo, pois, embora tenhamos sentimentos, não os expressamos com a mobilidade e a intimidade feminina – é uma questão de ponto de vista, estou certo?

A testosterona nos deixou, logicamente, mais racional, no entanto muitos homens ainda cultivam a sensibilidade e amorosidade típicas do universo feminino – vai muito da criação da personalidade, dos valores morais e do caráter da pessoa. O varão também chora, podem acreditar! Um homem maduro sabe ouvir sua companheira e falar de seus segredos mais íntimos, desde que ela o entenda e também seja equilibrada nos seus sentimentos. É simples na teoria, mas na prática são outros quinhentos, é verdade.

Eu inverto a lógica e faço um desafio a vocês, mulheres.

Nós homens também temos sentimentos tanto quanto as mulheres, embora não os declaramos com facilidades (mas eles existem sim). (CE)

20 de junho de 2010

Pausa para o café

Segundo a mitologia grega, as almas gêmeas existiam desde os tempos em que Vênus e Eros criaram o amor e a harmonia.

Tudo começou no Olimpo ha muitos milênios atrás, quando a civilização era habitada por seres míticos, que possuiam quatro braços, quatro pernas, duas cabeças, dois troncos, sendo um feminino e outro masculino, e assim por diante, mas com apenas uma alma, rica em harmonia e amor.

Os Deuses, com inveja da "sintonia" entre almas dos míticos, ficaram enfurecidos e assim começou uma grande batalha. Utilizaram como armas uma duradoura chuva com trovões e relâmpagos. Vênus e Eros tentaram impedir esta guerra, mas não obtiveram sucesso. Os relâmpagos atingiam os seres de uma forma brutal, separando os corpos femininos dos masculinos e também suas almas ao meio.

Nesta confusão, estes corpos foram arrastados pelas águas, e assim se perderam uns dos outros, ficando sozinhos mas sobrevivendo. Foram dois dias e duas noites de fúria dos deuses, e ao término da batalha, cada ser separado iniciou a busca de sua outra metade, a sua "Alma Gêmea".

Em uma outra versão, diz a lenda que quando Deus criou o homem e a mulher, criou também uma esfera que seria a alma de cada um. Dividiu esta esfera ao meio em duas partes iguais e colocou-as uma em cada corpo. Sendo assim, temos a missão de encontrar nossas almas gêmeas e para isso, precisamos acreditar que elas existem.

Na teoria é facil encontrarmos a nossa alma gêmea, deveriamos simplesmente seguir o nosso coraçao e através da sua essência, ele mostrar-nos-ia o caminho certo para o encontro e união com a nossa alma gêmea. Além disso é uma pessoa idêntica a nós, que raciocina e tem os mesmos gostos que nós. Pergunte: Onde gostaria de estar agora??? Talves seja lá que esteja sua alma gêmea neste momento… Mas como qualquer teoria, na prática é muito mais complicado…

Por isso, vivemos sempre procurando nossa alma gêmea, nossa cara-metade… como se ela estivesse prontinha em algum lugar, apenas esperando por nós.

14 de junho de 2010

O que é seu coração?

O coração pra mim é muito mais do que um órgão musculoso que bombeia sangue por todo o corpo, muito mais! É, digamos, um repositório das nossas vivências de alegria, tristeza, esperança, pessoas, dores, felicidades, momentos marcantes, mágoas, alívios etc – se você quer saber algo, consulte-o. É, resumindo numa única palavra, a nossa “caixa-preta” ou, também, uma espécie de termômetro que mede a nossa saúde interna (estado de espírito). Está tudo ali.

Os cristãos associam o coração com a natureza do Ser. A explicação é excelente na minha opinião, embora seja bastante filosófica e impregnada de valores religiosos, mas é a que mais chega perto de um conceito ideal na minha visão. O coração é o lado emotivo, muitas vezes frágil, e também solidário (ou solitário), leviano, de gelo, fraterno, racional. Qual o seu tipo, caro leitor? O meu é do tipo casca dura por fora e manteiga derretida por dentro.

A missão de descrever o coração é a mesma de falar do amor, pois são coisas muito semelhando – quando não iguais. O coração é sentimento, motivação, entrega, esperança, apelido, é o lado que duela com a razão ou, como resumira o poeta, tem razões que a própria razão desconhece. Esse é o coração, ou coraçãozinho, ou coraçãozão. O tamanho não importa. O importante é que ele continue saudável e alimentando nossa alma, colorindo-a com as cores do amor e da vida. (CE)



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Músculo, caixa, tambor. Move-se na tristeza ou na alegria, na decepção ou na exaltação como uma caixinha de belas ou pavorosas surpresas. Mas, se assim o faz, não é por culpa sua. Reflete a forma que lhe dão.


Passivo, reserva em si uma existência sublime. Composto de sensações – muitas vezes desavisadas – está pronto para nos servir. Puro e inocente bate no ritmo de sua morada onde sobrevive como a esperar pelo dia exato de sua libertação. Pena que nós, como donos, damos mais atenção ao umbigo, estômago, pernas, unhas do ao fatigado coração.

Algumas pessoas ainda reservam segundos de seu tempo, mas muitas vezes na certeza de receberem em troca algo mais significativo que um sentimento apenas. Quem sabe um ego inflado, um anel de brilhantes, uma gravata italiana.

Há em vida um ser mais usado e abusado quanto o coração? Trabalha, incansavelmente na tentativa, muitas vezes vã, de receber a atenção devida ou o alimento chamado sentimento. Faça chuva ou sol, está na labuta, mas não encontra a resposta ou a chave de sua solidão.

E assim seguimos, fazendo dele nosso cesto exclusivo de problemas e nos aproveitando da equivocada ideia que o teremos sempre como alvo de nosso egoísmo, solidão ou vaidade. Pobre coração. (MP)

1 de junho de 2010

Muda-se o tempo...

O texto é um desabado de séculos de repressão da sociedade sobre as mulheres. Provaram que poderiam ir a espaços além do fogão e da pia de lavar roupas e muito mais adiante que a barra da calça do marido. Abriram os olhos para seu próprio valor (e que valor!) e hoje partem ao lado e muitas vezes à frente dos que a subjugavam e mostram que podem ser muito melhor do que eles.

Um olé é preciso frente aqueles que ignoravam as potencialidade femininas, submetendo-as dentro de casa ou nos trabalhos e jogando farpas de grosserias e machismo em suas faces como se isso fosse um sinônimo de poder. Moleques, simplesmente, que se julgavam homens e que impunham degradantes atos na tentativa de aumentar ali a sua suspeitíssima baixa virilidade.

Um misto de indignação e voz contra aqueles que ainda continuam a achar que por ser homem tenha mais valor, mais poder ou mais orgulho em seu mísero e vergonhoso corpo e cérebro que muitas vezes são colocados em prática apenas para inferiorizar mulheres ditas mais frágeis.

Silêncio. Indiferença àqueles sofríveis e simplórios meninos que imperam apenas em seus mundos de contas de fadas achando que poderão usar, usufrui, brincar, violentar e jogar fora as mulheres como um pedaço de brinquedo. A este, uma simples indiferença, pois nem meu grito terão como reação a seus baixos atos.(MP)



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A amabilidade do universo masculino nunca foi tão questionada como agora, e até concordo que gestos educados e simpáticos da nossa parte estão raros. Eu sei disso. O estranho é que uma “espiadela” mais acurada mostrará que não estamos sozinhos, pois as mulheres endurecidas e individualistas também nos acompanham nesse quesito. O problema é que nós homens extrapolamos, em muito, qualquer limite, pois gostamos de nos vangloriar de nossas “conquistas” – discrição zero.


O mínimo de gentileza acaricia o ego e não deixa ninguém descontente, seja homem, seja mulher. Eu não sou mais o tipo de homem que puxa a cadeira ou manda presentes, é verdade, mas garanto que não perdi o cavalheirismo, pois continuo educado e respeitoso como sempre. E não vejo isso como falta de decência ou um vácuo de sentimentos. O tempo muda, as pessoas mudam e os comportamentos também mudam. O importante é não perder de vista os valores, separando-os entre o “joio e o trigo”.

Os românticos e cavalheiros continuam corajosamente resistindo e sobrevivendo no mundo atual. Eu os admiro, mas não nego a realidade tortuosa. Um amigo disse que não tem coisa mais clichê, e óbvia, do que enviar flores ou chocolate, por exemplo – e o pior é que não está completamente errado! O sujeito ainda sentenciou: “minha namorada fica muito mais satisfeita com um chaveiro do que com um buquê”. O romantismo vai do gosto do “freguês” ou da “freguesa”. Vai entender! (CE)