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14 de junho de 2010

O que é seu coração?

O coração pra mim é muito mais do que um órgão musculoso que bombeia sangue por todo o corpo, muito mais! É, digamos, um repositório das nossas vivências de alegria, tristeza, esperança, pessoas, dores, felicidades, momentos marcantes, mágoas, alívios etc – se você quer saber algo, consulte-o. É, resumindo numa única palavra, a nossa “caixa-preta” ou, também, uma espécie de termômetro que mede a nossa saúde interna (estado de espírito). Está tudo ali.

Os cristãos associam o coração com a natureza do Ser. A explicação é excelente na minha opinião, embora seja bastante filosófica e impregnada de valores religiosos, mas é a que mais chega perto de um conceito ideal na minha visão. O coração é o lado emotivo, muitas vezes frágil, e também solidário (ou solitário), leviano, de gelo, fraterno, racional. Qual o seu tipo, caro leitor? O meu é do tipo casca dura por fora e manteiga derretida por dentro.

A missão de descrever o coração é a mesma de falar do amor, pois são coisas muito semelhando – quando não iguais. O coração é sentimento, motivação, entrega, esperança, apelido, é o lado que duela com a razão ou, como resumira o poeta, tem razões que a própria razão desconhece. Esse é o coração, ou coraçãozinho, ou coraçãozão. O tamanho não importa. O importante é que ele continue saudável e alimentando nossa alma, colorindo-a com as cores do amor e da vida. (CE)



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Músculo, caixa, tambor. Move-se na tristeza ou na alegria, na decepção ou na exaltação como uma caixinha de belas ou pavorosas surpresas. Mas, se assim o faz, não é por culpa sua. Reflete a forma que lhe dão.


Passivo, reserva em si uma existência sublime. Composto de sensações – muitas vezes desavisadas – está pronto para nos servir. Puro e inocente bate no ritmo de sua morada onde sobrevive como a esperar pelo dia exato de sua libertação. Pena que nós, como donos, damos mais atenção ao umbigo, estômago, pernas, unhas do ao fatigado coração.

Algumas pessoas ainda reservam segundos de seu tempo, mas muitas vezes na certeza de receberem em troca algo mais significativo que um sentimento apenas. Quem sabe um ego inflado, um anel de brilhantes, uma gravata italiana.

Há em vida um ser mais usado e abusado quanto o coração? Trabalha, incansavelmente na tentativa, muitas vezes vã, de receber a atenção devida ou o alimento chamado sentimento. Faça chuva ou sol, está na labuta, mas não encontra a resposta ou a chave de sua solidão.

E assim seguimos, fazendo dele nosso cesto exclusivo de problemas e nos aproveitando da equivocada ideia que o teremos sempre como alvo de nosso egoísmo, solidão ou vaidade. Pobre coração. (MP)

Um comentário:

Luciana disse...

meu coração é do tipo travesso.