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24 de janeiro de 2010

Janelas abertas

O mundo é feito de mudanças, é verdade, mas, a rigor, continuo pensando como um sábio senil, apesar de respeitar e aceitar outras opiniões: relacionamentos, para mim, deveriam ser à moda antiga, isto é, compromisso sério – namorar, noivar e casar: eis o curso natural da vida a dois. A independência amorosa moderna não encontrou morada na minha vida. E, invariável e certamente, continuarei com as minhas posturas conservadoras até os meus últimos suspiros. É certo – como um mais um são três!

A minha convicção é essa de cima, mas não faço “cara feia” (e até aceito) a idéia dos casais viverem um relacionamento liberal. Indecisão? Falta de opinião? Insanidade minha? Não. O mote dos críticos dos relacionamentos liberais, que cravam, “ninguém é de ninguém” não partilha da minha opinião, pois os costumes e os comportamentos evoluem, a meu ver. E vou além: é possível, sim, manter um relacionamento sério e ao mesmo tempo liberal (acredito nisso). O casal deve encontrar a sua fórmula.

Os tempos mudam e com eles a maneira como espreitamos as questões que envolvem nossos relacionamentos, caso contrário, as mulheres, até hoje, estariam apartadas do convívio quando menstruassem. Os leprosos continuariam usando roupas com guiso. E as mulheres adúlteras seguiriam sendo apedrejadas, por exemplo. Que tal? A realidade impõe mudanças e adaptações, impedi-las é querer reeditar Romeu e Julieta (1595) e enrijecer o amor. O tempo não pára, não pára!(CE)



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Não sou fã de metáforas, mas às vezes elas são necessárias. Vejo um relacionamento de futuro como uma casa: sólida, com fundação, cheio de objetos – leia-se sentimentos – e com um firme telhado. Mas o que fazer quando resolvem abrir uma das janelas?


Relacionamentos abertos não são mais tão raros como no tempo de nossos pais. Antes, eram vistos como algo amoral e por vezes equivocado. É, nem tudo mudou. Ainda são encarados com olhos de repulsa, mas com um membro diferente de antes: A mulher. Ela ganhou mais espaço, voz, independência, autonomia. Com isso, tem mais opinião, vontade e querer.

As que não cegaram pelos romances em telas e livros, não esperam mais pelo príncipe encantado, pois além de ser lerdo, quando chega algum dia, revela-se mais próximo de um sapo. A consequência é que elas não tem mais o medo de tentar até acertar - e isso compreende sair com errados até achar o certo. Sim, meus caros, ela é livre e a liberdade entra também no âmbito amoroso. E isso compreende não firmar um compromisso sério até entender que este seja realmente o que quer.


Nenhuma tentativa é vã, portanto, relacionamentos abertos podem não ser os perfeitos - ou longe disso quando se quer um futuro - mas hoje em dia, diante de tantas alternativas menos confiáveis e distantes do mínimo de respeito, a relação mais livre, com consentimento de ambos – é bom deixar claro! - é possível. Não digo que seja a ideal, mas diante de tantas supostamente fiéis, mas com tetos de vidro, esta pode ser mais respeitosa do que suponhamos ser possível. Não tentarei, pois ainda creio no amor à moda antiga, mas quer saber? Com respeito, respeito-os.(MP)

17 de janeiro de 2010

11 de janeiro de 2010

Dicas para o ano

Para os 365 dias deste ano indico algo que, embora simples, está escasso nos relacionamentos e muito longe do ideal de frequência que deveria atingir. Minha dica é não somente importante, mas a base de um relacionamento que queira durar ou pelo menos manter-se saudável e amoroso: o respeito.

Sim, caros amigos, esse que está mais para água no deserto de tão raro, é o que deixo como dica. Para você que estão numa relação grosseira e que os prejudica, indico o respeito e o semancol. Para aqueles que acham que o namoro anda bem, mesmo que uns palavrões aqui e ali acontencam indico o mesmo, mas com uma dose de auto-estima e, mesmo para aqueles que acham que atingiram a perfeição de uma relação a dois, continua a indicá-lo, pois nunca se sabe o dia de amanhã. Em suma, respeito, meus caros, nunca é demais. (MP)

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A minha dica para este ano é muito simples: muita conversa. Você pode até pensar que é pouca coisa, mas não é. Eu poderia lançar, por aqui, muitas e muitas dicas chiques, mas vamos ficar com essa simples idéia que poucos valorizam. Eu sou adepto da diplomacia e do diálogo, por isso, qualquer coisa (livros, músicas, peças teatrais e, até mesmo, piadas que instiguem a atividade de escutar atentamente e responder com educação está valendo). A vida, incluindo o relacionamento amoroso, clama por diálogo.

E, nessa linha, há muitas coisas disponíveis no mercado, mas cuidado, caro leitor: vivemos soterrados num mundo que funciona à velocidade do clique do mouse e não podemos perder tempo com atividades singelas (e que, matreiramente, nos tomam tempo). O tempo é dinheiro. A minha dica, portanto, caminha na direção contrária, pois não me lembro de nenhum relacionamento que tenha sucesso sem diálogo. A conversa sempre será o instrumento mais importante de interação entre os casais. Então conversemos!!!!! (CE)