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24 de dezembro de 2010

"Deixando a deixa"

Enquanto o Dois em Xeque se reformula, "deixamos a deixa":
http://prazermalu.blogspot.com/

30 de novembro de 2010

Pausa para o café: Verdade ou insanidade

NAMORE UM BARRIGUDINHO

( CARLA MOURA PSICÓLOGA, ESPECIALISTA EM SEXOLOGIA)

Tenho um conselho valioso para dar aqui: se você acabou de conhecer um
rapaz, ficou com ele algumas vezes e já está começando a imaginar o dia do seu
casamento e o nome dos seus filhos, pare agora e me escute!
Na próxima vez que encontrá-lo, tente disfarçadamente descobrir como é
sua barriga. Se for musculosa, torneada, estilo `tanquinho´, fuja!
Comece a correr agora e só pare quando estiver a uma distância segura.
É fria, vai por mim. Homem bom de verdade precisa, obrigatoriamente, ostentar uma
barriguinha de chopp. Se não, não presta.

Estou me referindo àqueles que, por não colocarem a beleza física acima
de tudo (como fazem os malditos metrossexuais), acabaram cultivando uma pancinha
adorável.

Esses, sim, são pra manter por perto. E eu digo por quê.
Você nunca verá um homem barrigudinho tirando a camisa dentro de uma
boate e dançando , em cima do balcão. Se fizer isso, é pra fazer
graça pra turma e provavelmente será engraçado, mesmo. Já os `tanquinhos´ farão
isso esperando que todas as mulheres do recinto caiam de amores - e eu tenho
dó das que caem. Quando sentam em um boteco, numa tarde de calor, adivinha o
que os pançudos pedem pra beber? Cerveja! Ou coca-cola, tudo bem também. Mas
você nunca os verá pedindo suco. Ou, pior ainda, um copo com gelo, pra beber a
mistura de vodka com `clight´ que trouxe de casa.
E você não será informada sobre quantas calorias tem no seu copo de
cerveja, porque eles não sabem e nem se importam com essa informação. E no
quesito comida, os homens com barriguinha também não deixam a desejar.
Você nunca irá ouvir um ah, amor, `Quarteirão´ é gostoso, mas você
podia provar uma `McSalad´ com água de coco. Nunca! Esses homens entendem que, se
eles não estão em forma perfeita o tempo todo, você também não precisa estar.
Mais uma vez, repito: não é pra chegar ao exagero total e mamar leite condensado
na lata todo dia! Mas uma gordurinha aqui e ali não
matará um relacionamento. Se ele souber cozinhar, então, bingo!
Encontrou a sorte grande, amiga. Ele vai fazer pra você todas as delícias que sabe,
e nunca torcerá o nariz quando você repetir o prato. Pelo contrário, ficará
feliz.

Outra coisa fundamental:
Homens barrigudinhos são confortáveis!

Experimente pegar a tábua de passar roupas e deitar
em cima dela. Pois essa é a sensação de se deitar no peito de um musculoso . Terrível!
Gostoso mesmo é se encaixar no ombro de um fofinho, isso que é conforto.
E na hora de dormir de conchinha, então? Parece que a barriga se encaixa
perfeitamente na nossa lombar, e fica sensacional.
Homens com barriga não são metidos, nem prepotentes, nem donos do
mundo.
Eles sabem conquistar as mulheres por maneiras que excedem a barreira
do físico.
E eles aprenderam a conversar,a ser bem humorados, a usar o olhar e o
sorriso pra conquistar. É por isso que eu digo que homens com barriguinha sabem
fazer uma mulher feliz.
CARLA MOURA
PSICÓLOGA, ESPECIALISTA EM SEXOLOGIA

17 de novembro de 2010

Afinal, o que querem as mulheres?

Não sabemos o que queremos, essa é a verdade. Assim como os homens, somos seres em eterna busca por nós mesmos, preferimos isso ou aquilo, não gostamos desse ou daquele, mas dizer que sabemos convictamente o que queremos é mito. Mas sabemos o que não queremos, ajuda? Não queremos um mundo de eternas certezas, muito menos dúvidas que pairem em nossos relacionamentos. Que tal um misto de alegria, poesia, música, vinho e muito amor? Tenho certeza que com alguns poucos ajustes essa receita não tem como dar errado. 

Hipócritas não somos. Sim, estamos felizes por tantas reviravoltas na área de relacionamentos, profissional, financeira, mas ansiamos também pela calma, paciência, dias de ócio e cafés na esquina. Um livro, um dia, um sossego. E só! Pelo menos um dia, já que os 360 demais nos custam muito além do que muitas vezes podemos ou queremos oferecer. Cobranças, duelos, combates, respostas...enquanto o tempo se esvai.

Cada novo abrir de olhos é hora de nos jogarmos numa selva de pedra em que esperam de nós certezas por nós e pelos outros (a síndrome do mamãe eu quero). Não queremos que esperem ideias inflexíveis e conceitos intransigentes, queremos a liberdade das opiniões, dos gostos, das texturas e dos cheiros. Queremos não saber e testar até descobrir. Quem quiser nos acompanhar, candidate-se. Mas deixe de fora cobranças, pressões e exigências, venha apenas em busca de algo mais.

**

Afinal, o que querem as mulheres? Eu, sinceramente, não sei – vai do gosto da freguesa, pois a mentalidade da mulherada é um emaranhado de ideias e de desejos muitas vezes inteligíveis para o nosso universo masculino. O nosso papel, hoje em dia, é meio nebuloso, pois as mulheres estão, cada dia mais, livres, leves e soltas, menos dependentes e mais certas daquilo que não desejam, mas diria que certos desejos estão sempre presentes no imaginário feminino: amor, compreensão, sucesso, corpão, dinheiro, roupas, beleza, príncipe encantado etc.

O homem, que é homem, precisa ter sensibilidade para desvendar os segredos do universo cor de rosa ou então estará sentenciado a viver com uma parceira insatisfeita. A certeza daquilo que se quer, e espera, é uma obrigação de homens e mulheres. A pior mulher, por exemplo, é aquela que não tem ideia do que quer, ou seja, está à deriva, tal qual um barco sem direção no oceano, perdido, perdido – uma hora quer uma coisa e outra hora, outra coisa. Tenha paciência! É, a meu ver, apenas uma alma penada vagando no universo. E isso vale pra nós homens também.

E delas tem um monte nesse mundo – Deus, livrai-me desse mal! Homens, cuidado! Uma pessoa cujo desejo de vida e de relacionamento é insípido e incolor não tem nada a acrescentar na vida do parceiro, ao contrário, é uma atraso de vida, mas, admito eu, que grande parte das mulheres tem em mente aquilo que quer, embora, às vezes, seja recomendável e prudente não tentar entendê-las, pois vamos terminar de desaprender aquilo que aprendemos até hoje. Estou resignado.

1 de novembro de 2010

Pecados Capitais - Gula

 A gula, a meu ver, é dos vícios aquele menos pecaminoso, e o mais praticado, pois em regra atinge apenas o pecador e é usada como válvula de fuga e proteção. Os ansiosos que o digam. A parte boa é que podemos sucumbir levemente, até porque, pensemos bem, mesmo as dietas mais espartanas têm os seus dias de folga – moderadamente, vale repetir. As regras de boa convivência aceitam uma pequena dose de gordurinhas e carboidratos a mais, nada que comprometa a saúde do relacionamento.

O interessante, no entanto, é que a gula tem o poder de nos denunciar, quer dizer, revelar a nossa capacidade de auto-controle e de como dominamos os vícios, sejam carnais, sejam mentais, como avareza, cobiça, ciúmes, inveja e tantos outros que dinamitam qualquer convívio, minimamente, harmonizado. É como acontece nos relacionamentos: tem hora que autocontrole é indispensável, já que as seduções são inevitáveis e muitas vezes ilusórias.

A gula “saudável” é de amor, carinho, de estar com a pessoa amada, independente da hora e da ocasião, nada mais, nada menos – é ter fome e vontade de comer ao alcance. A minha satisfação é medida em gestos, palavras, mensagens ou qualquer ato concreto de apoio, reconhecimento e carinho – e, por isso, estou repelindo qualquer pessoa cujo cardápio não contemple esses itens, ou atende, ou é “carta fora do baralho” na minha opinião. O meu apetite é voraz, mas não é qualquer coisa que vai resolver meu caso, e hoje mais do que nunca.
 
**

Você tem fome de quê? Você tem sede de quê? Muitos comem quiabo com jiló sem reclamar. Outros são frescos até com filé mignon. Mas, gosto é gosto, não é mesmo? O mesmo ocorre com relacionamentos. A fome que se origina dele pode ser saciada com alguns instantes de paixão ou anos e anos de companheirismo.

Há quem diga que não é preciso mais do que um dia de felicidade junto ao amor verdadeiro para ser plenamente feliz. Será? Particularmente não acredito nisso. Acho que todos temos fome de amor, de carinho, de afeto diário. Quem fala o oposto ou é um individualista nato ou um eremita. Acredito sim que se não há opção, aproveitemos enquanto dure, mas se há alguma alternativa de estar ao lado de quem se ama, convenhamos que 100% escolherá essa opção.

Matemos nossa fome de amor (por mais brega que possa parecer essa frase), saciemos nossa sede de viver ao lado de quem gostamos, mesmo que tenhamos uma indigestão ao final, saberemos que degustamos novos sabores e isso será eterno em nossa vida.

17 de outubro de 2010

Pecados capitais: Inveja

Inveja é sim falta de competência. Quem a tem não é capaz ou não se  sente capaz de conquistar por méritos próprios e acaba por olhar para  o jardim ao lado com olhos ambiciosos. Enganam-se, porém, ao achar que o vizinho recebeu tudo caindo do céu, mas como estamos falando de  invejosos, não podemos esperar muito de sua inteligência tão limitada quanto sua moral.

A esses incapazes, relembro que as pessoas são atraídas pela energia,  sorriso, inteligência, honestidade. Portanto, se hoje você se vê sozinho e joga pensamentos invejosos para quem está ao seu lado,  acompanhado e feliz, perceba se não é você o algoz de sua vida
  amorosa.

Portanto, meu caro incapaz, limpe suas mãos e pensamentos da inveja,  arregace as mangas e corra atrás de suas próprias conquistas ao invés de ficar de olho e boca grandes para o sucesso alheio. A menos que não
tenha competência para tal, aí é melhor passar uma borracha em sua  vida e começar tudo de novo.

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A inveja é o desejo de ser aquilo que, no momento, não é. É um estado desejado, quer dizer, o invejoso admira o invejado, mas não consegue sê-lo. E para aqueles que acreditam que a inveja é um dos pecados menores, acrescento mais uma coisa: ela antecede a sabotagem, a agressão, a armadilha, a punhalada pelas costas e otras cositas que dinamitam qualquer relação amistosa, pois desconhece limites. Ela começa diminuta e vai crescendo, tal qual bola de neve, sorrateira e silenciosamente.

O problema maior é quando o casal está rodeado de agouros e amizades mal intencionadas – por inveja e ciúmes Caim matou Abel, por exemplo. A inveja encoberta a insatisfação pessoal com alguma coisa na falta aquilo que se deseja. A melhor coisa é ficar longe de gente desse “naipe”, embora nem sempre seja possível, pois elas estão povoadas em qualquer lugar onde haja mais de uma pessoa vivendo. A impotência do invejoso é o seu veneno.

Há, todavia, a inveja saudável e sabida, cuja medida é pequena e não causa nenhum efeito maléfico no invejado, pelo contrário, causa regozijo no invejado, pois não é a inveja do mal. É o amor que não agride e que, sobretudo, todos querem ter, num relacionamento livre, verdadeiro e intenso, e que pode ser  positivamente invejado e, porque não, copiado – mas, até lá, não custa nada ter em mãos um galhinho de arruda!

15 de setembro de 2010

Pausa para o café

ROMANCE GRAMATICAL

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele, um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação, os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.

O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro. Ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar. Só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.

Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente. Abraçaram-se numa pontuação tão minúscula que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula, ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais. Ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.

Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva. (Autor desconhecido)

8 de setembro de 2010

Pecados Capitais: Orgulho



O orgulho é um sentimento de duas faces, tem os seus lados e os seus avessos. O orgulho caminha muitas vezes de mãos dadas com a crise conjugal, impingindo-nos a repensar a relação, seja para continuar, seja para cair fora, mas, como disse, tem também seu lado positivo – vai do gosto e do uso do freguês. O orgulho pode vestir a roupa da soberba e do egoísmo, mas também pode ser revestido por elogios e coisas boas.

O orgulho tem sua faceta maligna para o relacionamento, vencê-la é, sobretudo, uma questão de vivência, pois o nosso temperamento pode nos causar problemas. E mais: é o nosso orgulho que nos mantêm, cegamente, neles. O orgulho é traiçoeiro. O amor cria. O orgulho destrói. O amor explica. O orgulho complica. O amor multiplica e divide. O orgulho subtrai. O amor perdoa. O orgulho culpa. O amor unifica. O orgulho separa. O orgulho é a matéria-prima dos outros pecados capitais. O mais perigoso deles.

E há o orgulho saudável, isto é, aquele que nasce do coração, salta às vistas e deixa a vida mais iluminada, alegre e colorida. O dicionário o conceitua também como “sentimento de dignidade pessoal e de sua preservação”. O orgulho tem o poder de nos manter unidos e conservar a nossa espécie – é ver o lado bom das coisas e das pessoas e se contrapor à vertente fechada, solitária e egoísta, cultivando valores como admiração e reconhecimento. Pense nisso, caro amigo!

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Sou orgulhoso e bato no peito. Você também se orgulha de ser uma mula (com todo o respeito aos bichos que são bem engraçadinhos)? Orgulhar-se do seu orgulho quando ele age apenas em seu próprio benefício é algo no mínimo incoerente numa relação. Claro, lhe deixa mais forte diante de si mesmo tornando-o mais certo de quem você realmente é, ou pensa que é. Mas será que não o impede de ter relações mais sinceras e sadias baseadas na troca e não na imposição?

Ser orgulhoso no trabalho nos leva muitas vezes a um patamar superior, uma promoção, quem sabe. Ser orgulhoso no futebol lhe capacita a fazer um gol bonito, sozinho. Mas ser orgulhoso em qualquer atividade que envolva mais um (e não vale seu ego, ok) é bem preocupante.

Dar o braço a torcer, concordar com o parceiro, desculpar-se, voltar atrás não são atitudes vergonhosas. Pelo contrário são muito difíceis de fazer e, por isso, muito honradas. Já que se acha tão dono de si, faça do orgulho um ato positivo (sim, ele é uma moeda de duas faces), por que não?

Na próxima vez que tiver uma briga, pense bem se você não é o culpado ou se não poderia ser o primeiro a dar um passo para a reconciliação. Se acha que isso é atitude de fracos, fique sozinho e fortaleça seu próprio ego, talvez seja a única companhia viável para alguém como você.

23 de agosto de 2010

Pecados Capitais: Vaidade

 
Cuide do seu jardim...o resto da frase está todo mundo careca de saber, mas, por mais que seja uma ideia muito repetida, é verdadeira e como! Se seu jardim anda cheio de matos, insetos, pedras e fiapos, que borboleta vai se aproximar, meu caro? Mais fácil será atrair lagartixas, sapos e cobras. Se é do seu gosto...

Cuidar-se é atitude básica e não digo pensando no seu par ou no desejo de atrai-lo, mas no fato de que é preciso cuidar-se para um viver bem consigo mesmo. Andar penteado, com roupas limpas, cheiroso não é luxo, muito menos faz de você um metrossexual. Não sei minhas caras colegas, mas eu não gosto de homens que excedem, nem para mais e nem para menos. Assim como desleixo é um não gigante saindo de minha boca, o excesso de vaidade faz do homem um ser distante nas minhas relações.

Cuide-se, mas não compita com as mulheres, por gentileza. Nada de sobrancelhas feitas, brilho nos lábios ou roupas extravagantes demais. Queremos homens e não meias verdades.
Nem brucutus, muito menos Bonecos Ken!Assim como nos cuidamos em academias, mas de olho em não ficarmos masculinizadas, equilibrem antes que façamos confusões tão grandes por não sabermos mais quem é o quê.



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A vaidade nunca esteve tão em alta, mas não por causa das mulheres, pois essa é uma característica quase natural delas. Vocês, leitoras, nascem com o gene da vaidade, não é mesmo? E qual homem não gosta de uma mulher bonita, elegante e, inclusive, provocante? É um deleite. E quanto a nós homens? A novidade agora somos nós, porque estamos saindo, inevitavelmente, dos armários e entrando numa seara que, historicamente, era marcada pelas saias, saltos altos e batons. O pior é que estamos gostando.

Eu não me incluo, porém, na turma daqueles que entraram de corpo e de alma nessa ideia (ainda!) – logicamente, isso não quer dizer que faço o tipo “homem das cavernas”. Longe disso. A minha vaidade é bastante discreta, mas sempre presente, é claro. Eu aproveito e faço piada com isso: digo que homem metrossexual é um homem que está a meio metro de virar a casaca, mudar de lado, de transviar-se. Vale lembrar: é brincadeira. E sei que vocês mulheres adoram homens vaidosos.

A vaidade, na medida certa, também é bem-vinda, aliás, é até recomendada, pois sepulta preconceitos e cria a imagem de um novo homem mais sensível, mais cuidadoso e mais atento. Mulheres, cuida-vos, estamos chegando! Nós estamos gastando, mais e mais, com creminhos, academias, shoppings, limpezas de pele e cirurgias estéticas para ficar saudáveis e bonitões – ou, como pronunciava um comercial, estamos revendo nossos conceitos. O desleixo é coisa do passado.

8 de agosto de 2010

Estúpido cupido

Aline, Fernanda, Luciana, Ana Paula, Fátima, Suzana e muitas outras. A violência contra a mulher não seleciona nome, idade, religião, classe social ou localidade, pois é uma peste que se perpetuou no caminhar dos séculos e, ainda hoje, insiste em colocar as “manguinhas de fora” pra cravar uma desigualdade de poderes entre homens e mulheres. É um comportamento antiquado, ultrapassado e démodé –concordam? A violência nunca fará par com o amor, pois são antagônicos e repelem-se.

Há, também, a violência silenciosa, sorrateira e que não mostra a “cara” ou será que infidelidade e mentiras, por exemplo, também não são um tipo de violência? Elas são, sim – e encaixam-se no conceito de violência psicológica. E vou além, caro leitor: elas marcam muito mais do que socos, bofetões e pontapés, pois nos machucam na alma, ou seja, naquilo que temos de mais íntimo – e, nesse caso, não importa o gênero, homem ou mulher. Um xingamento pode ter o mesmo poder destruidor que uma pedrada ou uma flecha envenenada.

A violência, portanto, tem diversos lados, jeitos e trejeitos, mas nenhum deles é bem- vindo ao relacionamento, pois, definitivamente, isso não é sinal de amor – é uma doença social, em especial, quando imiscuída ao álcool, às drogas ou aos ciúmes. A violência combina com os primórdios da humanidade, mas não com o tempo atual, já que homens e mulheres são iguais em muita coisa. Uma pessoa que ama seu parceiro (a) não agride sua amada – nem mesmo com uma rosa!



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Covarde com necessidade de julgar-se menos irrelevante ao mundo com um ato de brutalidade e idiotice. Ah, achou muito forte? Magoei o menininho da mamãe? Pois o que diria dos bofetões, tapas, murros e pressões psicológicas, sexuais e morais que uma mulher sofre dentro de seu lar, nas ruas ou em ambientes de trabalho sucessivas vezes ao longo de sua vida?

Estúpidos homens que acreditam que por terem mais força física são mais aptos a terem poder em cima de alguém. Confundem poder com força e somam-se a outros tantos tolos que acham que podem subjugar uma mulher e se sentirem maiores por isso. Pequenos de tamanho, minúsculos em cérebro e ausentes de completo caráter e nem vou citar outros tamanhos, pois o que denota é um complexo de inferioridade que a prisão pode muito bem explicar.

Levante a mão para uma mulher e terá um dia a menos de honra, respeito e inteligência em sua vida. Seja ignorante o suficiente para cometer essa violência e se iguale àqueles que hoje têm como única mulher uma vaga imagem de tempos fora do xadrez.

Esmurrem paredes, quebrem suas mãos, sofram com a dor e se nada disso for suficiente para impedi-lo de cometer o desatino de pressionar uma mulher física ou psicologicamente, isole-se do mundo, você não será uma falta para ele.

25 de julho de 2010

Onde mente um, mentem dois

Mentira de amor não dói? Pois seja você a vítima dessa dor e depois venha me contar. Você que defende uma mentirinha aqui e acolá fique atento...Aquele que mente hoje sobre uma saída com os amigos ou um chopp com outro rapaz é aquele mesmo que amanhã poderá mentir sobre uma séria traição ou sobre um caso de fim de semana. E erra aquele que acha que não terá reação, mais cedo ou tarde. Mentira tem perna curta e coração solitário.

Homens e mulheres mentem, mas de formas diferentes e tem, também, percepções diferentes sobre a verdade. Enquanto eles mentem mais, elas mentem melhor e, acreditem homens, se uma mulher quiser realmente, sempre descobrirá a verdade. Dediquem isso à intuição, à vontade ou mesmo ao detetive particular. Mas que descobrem, descobrem. Portanto, não mintam, mas se o fizerem, pensem se realmente estão preparados para serem descobertos.

Minha humilde dica a ambos: Antes de colocar a tal mentirinha para fora, vejam se o que está sendo omitido vale tanto a pena assim. Já pensou que você pode acabar sem ninguém a seu lado por supor que poderá ter todos que quiser ao mesmo tempo? Abra o olho antes de ser vítima ou ser o autor de uma mentira e pense que a mentira sua de hoje pode ter um reflexo na mentira do seu companheiro amanhã. Você mentiu, que mal fará um espelhinho, não é mesmo?


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Nós homens temos uma inclinação a contar mentiras (ou “mentirinhas”) em quantidade superior às mulheres, mas, qualitativamente, elas são muito mais hábeis, dissimulam, omitem e ocultam coisas com a mesma destreza de uma ilusionista. Incrível! A criatividade joga no lado feminino. A vaidade e o orgulho, contudo, nos deixam, exatamente, iguais: somos pertencentes a uma única espécie: a raça humana. E somos educados, muitas vezes, para essa prática, especialmente para conquistarmos aquilo que desejamos.

O roteiro feminino é vasto e digno de prêmios. Exemplos? “Não está acontecendo nada, é só cansaço”, ou “Saia com seus amigos, não tem problema nenhum”, ou “Ciúmes? Daquela lá?”, ou “Não sinto mais nada por ele”, ou ainda a mentira clássica “Hoje não, estou com dor de cabeça”. Eu lhes provoco, leitoras: que atire o primeiro salto, a mulher que nunca usou de mentiras. Vocês se habilitam, mulheres? E se disserem que nunca mentiram, eu responder-lhes-ei que não acredito. Impossível.

Os homens mentem porque querem conquistar e para saciar um desejo diabólico de possuir poder e força – já as mulheres, apesar de mais hábeis nos golpes e nas tacadas, são motivadas mais intensamente por emoções e por sentimentos. Eu deixei de acreditar na verdade absoluta das pessoas, mas é claro que continuo crente na sinceridade e idoneidade, afinal, sem isso, não há relacionamento que perdure, mas é claro que continuo bastante vivo: comigo é um olho no peixe e outro no gato!

12 de julho de 2010

Paixão: crime, castigo ou salvação?

Eu não gosto, e nunca gostei, dos extremos. O excesso ou ausência de sentimentos para mim são prejudiciais, por isso, digo que a paixão avassaladora, ardente e sem controles é prejudicial e pode, sim, virar castigo – mas nunca será um crime. O verbo amar (ou estar apaixonado) não pode se incluído na lista dos verbos proibidos, tais como: matar, roubar e outros similares que denunciam um comportamento indesejado e doentio. O amor é saudável e, se controlado, pode ser a salvação de uma vida sem graça e sem emoções.

Vejo a paixão com suas vantagens e desvantagens, qualidades e limitações, pontos positivos e negativos, no entanto, querer vê-la puramente como crime ou salvação é querer livrar-se de uma longa, mas interessante discussão. O uso que fazemos dela é que determina o seu resultado. Eu mesmo já fui romântico, mas ciumento – também já fui carinhoso, porém inseguro, por exemplo. A vida nos ensina a administrar essas coisas com o tempo, entretanto, admito que já “levei muito na cabeça” até melhorar e conseguir controlar minhas paixões.

O meu lado racional hoje fala mais alto, e paixão é coisa que ficou na minha memória, portanto, nada de sentimentalismos. O sabor da paixão é bastante doce, agradável e muitas vezes indecifrável. O problema é que pode ficar azedo ou ainda deixar cicatrizes – muitas delas quase incuráveis. E é dessas que estou fugindo. A paixão nos ensina muito, então, quero aprender (e aprendi) com ela e, se possível, apenas degustá-la, pois o “porre” dela é de deixar qualquer um sem direção ou com vontade de nunca mais experimentá-la!


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Você já se apaixonou? Então será fácil me responder: paixão é algo positivo ou negativo? Achou a pergunta estranha? Talvez porque você não tenha olhado a danada por outros ângulos. O que vemos aqui e acolá são filósofos, especialistas e, claro, apaixonados defendendo a paixão como um motor em nossas vidas, mas será que uma pessoa apaixonada não é de algum modo, tola e cega?

Concordo que não podemos racionalizar os sentimentos – ou pelo menos não tanto quanto fazemos. Mas também julgo incorreta a ideia de que devemos nos entregar cegamente a um sentimento que muito bem pode ser confundido com uma entrega à beira do precipício. Muitas vezes tenho que amparar amigos de corações feridos por conta de uma paixão avassaladora que levou não apenas seus sentimentos, mas a auto estima, o respeito próprio e muitas vezes a esperança de um amor verdadeiro.

Apaixonados muitas vezes esquecem de olhar o futuro e a si mesmos, agarrando-se a um presente sem planos e objetivos. Deixam a vida os levar sem eiras, nem medos. Tudo bem, tudo bem, perder-se é encontrar-se, é fato, mas de nada adianta se jogar 100% numa paixão e deixar de lado a possibilidade, inclusive, de prolongar essa relação por uma louca paixão desequilibrada. Nem só de paixão ou de razão vive o homem!

Não sou racional em excesso - muito embora tenda mais para esse lado - nem tampouco passional, sou apenas aluna da vida, das relações, dos sentimentos. E quer saber? Adoro esse aprendizado constante. Experimentemos, provemos e descubramos o que realmente queremos. Afinal, como diria Voltaire “as paixões são como ventanias que enfurnam as velas dos navios, fazendo-os navegar; outras vezes podem fazê-los naufragar, mas se não fossem elas, não haveriam viagens nem aventuras nem novas descobertas”.

8 de julho de 2010

Pausa para o café

POEMINHA SENTIMENTAL

O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.

Mario Quintana

27 de junho de 2010

Onde está o sentimento?

Há uns cinco anos esse texto seria diferente. Falaria sobre como os homens não pensam com o mesmo cérebro que nós mulheres ou de como eles são rudes, grosseiros e muitas vezes autistas em um mundo que impera o machismo e a tradição masculina. Mas como disse, esse é um texto do passado. O que me fez mudar foi experiência ou ilusão? Quem sabe ambos ou apenas o aprendizado e amadurecimento. E querem saber? Como é bom mudar de ideia!

Tudo bem faço as vezes daquelas que ainda se horrorizam com alguns atos masculinos ou que se sentem coagidas diante de alguns ruminantes que andam por aí, mas devo ser imparcial, é fato. Em cinco anos não somente mudou muito em minha vida, ou no meu mundo, mas o próprio cenário de relacionamentos tem sofrido alterações.

Homens são hoje reais companheiros, longe daqueles seres incompreensíveis que víamos. São mais emoção aliada à razão e sofrem diante de corações quebrados ou canções de lembranças vivenciadas. Estão longe da perfeição, devo afirmar (sou realista, mas não Pollyana que vê o mundo em cor de rosa), mas distanciaram-se dos umbiguistas que vagam em nossas vidas.


Lágrimas, sonhos, amores, romance não são mais exclusividade feminina. Eles sofrem, mulheres, é verdade! Choram, refletem, melhoram a anseiam muito um amor verdadeiro. Se você duvida, proponho tentar mais uma vez ao invés de generalizá-los. Vá para a próxima tentativa com o coração aberto. Pode não vir um príncipe encantado, mas pelo menos um vampiro de volvo prata e um peito aberto você poderá encontrar. (MP)



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Mulheres, vocês nos entendem na essência? O homem precisa ser compreendido e desvendado como um quebra-cabeça, mas, pelo visto, vocês (mulheres) não gostam muito desse tipo de “joguinho”. Nós homens e vocês mulheres não somos, total e inteiramente, iguais, pelo contrário, temos nossas divergências, porém nos completamos tal qual chave e fechadura. E devemos, com isso, procurar aquele que nos completa e deixa nossa vivência mais colorida e mais leve.


Elas falam mais, é verdade, e também é verdade que nós resistimos mais a declarar nossos sentimentos, mas somos seres de carne, osso e coração, por isso, também choramos, temos vergonha, padecemos com agressões, injustiças, críticas gratuitas e relacionamentos mal resolvidos, apesar de investirmos menos no lado emocional do relacionamento do que as mulheres. O homem é mais ouvido e visão – e, claro, fechado para o mundo externo, pois, embora tenhamos sentimentos, não os expressamos com a mobilidade e a intimidade feminina – é uma questão de ponto de vista, estou certo?

A testosterona nos deixou, logicamente, mais racional, no entanto muitos homens ainda cultivam a sensibilidade e amorosidade típicas do universo feminino – vai muito da criação da personalidade, dos valores morais e do caráter da pessoa. O varão também chora, podem acreditar! Um homem maduro sabe ouvir sua companheira e falar de seus segredos mais íntimos, desde que ela o entenda e também seja equilibrada nos seus sentimentos. É simples na teoria, mas na prática são outros quinhentos, é verdade.

Eu inverto a lógica e faço um desafio a vocês, mulheres.

Nós homens também temos sentimentos tanto quanto as mulheres, embora não os declaramos com facilidades (mas eles existem sim). (CE)

20 de junho de 2010

Pausa para o café

Segundo a mitologia grega, as almas gêmeas existiam desde os tempos em que Vênus e Eros criaram o amor e a harmonia.

Tudo começou no Olimpo ha muitos milênios atrás, quando a civilização era habitada por seres míticos, que possuiam quatro braços, quatro pernas, duas cabeças, dois troncos, sendo um feminino e outro masculino, e assim por diante, mas com apenas uma alma, rica em harmonia e amor.

Os Deuses, com inveja da "sintonia" entre almas dos míticos, ficaram enfurecidos e assim começou uma grande batalha. Utilizaram como armas uma duradoura chuva com trovões e relâmpagos. Vênus e Eros tentaram impedir esta guerra, mas não obtiveram sucesso. Os relâmpagos atingiam os seres de uma forma brutal, separando os corpos femininos dos masculinos e também suas almas ao meio.

Nesta confusão, estes corpos foram arrastados pelas águas, e assim se perderam uns dos outros, ficando sozinhos mas sobrevivendo. Foram dois dias e duas noites de fúria dos deuses, e ao término da batalha, cada ser separado iniciou a busca de sua outra metade, a sua "Alma Gêmea".

Em uma outra versão, diz a lenda que quando Deus criou o homem e a mulher, criou também uma esfera que seria a alma de cada um. Dividiu esta esfera ao meio em duas partes iguais e colocou-as uma em cada corpo. Sendo assim, temos a missão de encontrar nossas almas gêmeas e para isso, precisamos acreditar que elas existem.

Na teoria é facil encontrarmos a nossa alma gêmea, deveriamos simplesmente seguir o nosso coraçao e através da sua essência, ele mostrar-nos-ia o caminho certo para o encontro e união com a nossa alma gêmea. Além disso é uma pessoa idêntica a nós, que raciocina e tem os mesmos gostos que nós. Pergunte: Onde gostaria de estar agora??? Talves seja lá que esteja sua alma gêmea neste momento… Mas como qualquer teoria, na prática é muito mais complicado…

Por isso, vivemos sempre procurando nossa alma gêmea, nossa cara-metade… como se ela estivesse prontinha em algum lugar, apenas esperando por nós.

14 de junho de 2010

O que é seu coração?

O coração pra mim é muito mais do que um órgão musculoso que bombeia sangue por todo o corpo, muito mais! É, digamos, um repositório das nossas vivências de alegria, tristeza, esperança, pessoas, dores, felicidades, momentos marcantes, mágoas, alívios etc – se você quer saber algo, consulte-o. É, resumindo numa única palavra, a nossa “caixa-preta” ou, também, uma espécie de termômetro que mede a nossa saúde interna (estado de espírito). Está tudo ali.

Os cristãos associam o coração com a natureza do Ser. A explicação é excelente na minha opinião, embora seja bastante filosófica e impregnada de valores religiosos, mas é a que mais chega perto de um conceito ideal na minha visão. O coração é o lado emotivo, muitas vezes frágil, e também solidário (ou solitário), leviano, de gelo, fraterno, racional. Qual o seu tipo, caro leitor? O meu é do tipo casca dura por fora e manteiga derretida por dentro.

A missão de descrever o coração é a mesma de falar do amor, pois são coisas muito semelhando – quando não iguais. O coração é sentimento, motivação, entrega, esperança, apelido, é o lado que duela com a razão ou, como resumira o poeta, tem razões que a própria razão desconhece. Esse é o coração, ou coraçãozinho, ou coraçãozão. O tamanho não importa. O importante é que ele continue saudável e alimentando nossa alma, colorindo-a com as cores do amor e da vida. (CE)



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Músculo, caixa, tambor. Move-se na tristeza ou na alegria, na decepção ou na exaltação como uma caixinha de belas ou pavorosas surpresas. Mas, se assim o faz, não é por culpa sua. Reflete a forma que lhe dão.


Passivo, reserva em si uma existência sublime. Composto de sensações – muitas vezes desavisadas – está pronto para nos servir. Puro e inocente bate no ritmo de sua morada onde sobrevive como a esperar pelo dia exato de sua libertação. Pena que nós, como donos, damos mais atenção ao umbigo, estômago, pernas, unhas do ao fatigado coração.

Algumas pessoas ainda reservam segundos de seu tempo, mas muitas vezes na certeza de receberem em troca algo mais significativo que um sentimento apenas. Quem sabe um ego inflado, um anel de brilhantes, uma gravata italiana.

Há em vida um ser mais usado e abusado quanto o coração? Trabalha, incansavelmente na tentativa, muitas vezes vã, de receber a atenção devida ou o alimento chamado sentimento. Faça chuva ou sol, está na labuta, mas não encontra a resposta ou a chave de sua solidão.

E assim seguimos, fazendo dele nosso cesto exclusivo de problemas e nos aproveitando da equivocada ideia que o teremos sempre como alvo de nosso egoísmo, solidão ou vaidade. Pobre coração. (MP)

1 de junho de 2010

Muda-se o tempo...

O texto é um desabado de séculos de repressão da sociedade sobre as mulheres. Provaram que poderiam ir a espaços além do fogão e da pia de lavar roupas e muito mais adiante que a barra da calça do marido. Abriram os olhos para seu próprio valor (e que valor!) e hoje partem ao lado e muitas vezes à frente dos que a subjugavam e mostram que podem ser muito melhor do que eles.

Um olé é preciso frente aqueles que ignoravam as potencialidade femininas, submetendo-as dentro de casa ou nos trabalhos e jogando farpas de grosserias e machismo em suas faces como se isso fosse um sinônimo de poder. Moleques, simplesmente, que se julgavam homens e que impunham degradantes atos na tentativa de aumentar ali a sua suspeitíssima baixa virilidade.

Um misto de indignação e voz contra aqueles que ainda continuam a achar que por ser homem tenha mais valor, mais poder ou mais orgulho em seu mísero e vergonhoso corpo e cérebro que muitas vezes são colocados em prática apenas para inferiorizar mulheres ditas mais frágeis.

Silêncio. Indiferença àqueles sofríveis e simplórios meninos que imperam apenas em seus mundos de contas de fadas achando que poderão usar, usufrui, brincar, violentar e jogar fora as mulheres como um pedaço de brinquedo. A este, uma simples indiferença, pois nem meu grito terão como reação a seus baixos atos.(MP)



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A amabilidade do universo masculino nunca foi tão questionada como agora, e até concordo que gestos educados e simpáticos da nossa parte estão raros. Eu sei disso. O estranho é que uma “espiadela” mais acurada mostrará que não estamos sozinhos, pois as mulheres endurecidas e individualistas também nos acompanham nesse quesito. O problema é que nós homens extrapolamos, em muito, qualquer limite, pois gostamos de nos vangloriar de nossas “conquistas” – discrição zero.


O mínimo de gentileza acaricia o ego e não deixa ninguém descontente, seja homem, seja mulher. Eu não sou mais o tipo de homem que puxa a cadeira ou manda presentes, é verdade, mas garanto que não perdi o cavalheirismo, pois continuo educado e respeitoso como sempre. E não vejo isso como falta de decência ou um vácuo de sentimentos. O tempo muda, as pessoas mudam e os comportamentos também mudam. O importante é não perder de vista os valores, separando-os entre o “joio e o trigo”.

Os românticos e cavalheiros continuam corajosamente resistindo e sobrevivendo no mundo atual. Eu os admiro, mas não nego a realidade tortuosa. Um amigo disse que não tem coisa mais clichê, e óbvia, do que enviar flores ou chocolate, por exemplo – e o pior é que não está completamente errado! O sujeito ainda sentenciou: “minha namorada fica muito mais satisfeita com um chaveiro do que com um buquê”. O romantismo vai do gosto do “freguês” ou da “freguesa”. Vai entender! (CE)

19 de maio de 2010

Pausa para o café

Me Adora

Pitty


Tantas decepções eu já vivi
Aquela foi de longe a mais cruel
Um silêncio profundo e declarei:
“Só não desonre o meu nome”

Você que nem me ouve até o fim
Injustamente julga por prazer
Cuidado quando for falar de mim
E não desonre o meu nome

Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir

Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber

Perceba que não tem como saber
São só os seus palpites na sua mão
Sou mais do que o seu olho pode ver
Então não desonre o meu nome

Não importa se eu não sou o que você quer
Não é minha culpa a sua projeção
Aceito a apatia, se vier
Mas não desonre o meu nome

Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir

Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber

10 de maio de 2010

Solteiras sim, o que você tem com isso?


As opções que deságuam em felicidade são sempre válidas, inclusive a “solteirice”, principalmente se as vantagens não forem numerosas e convincentes. O relacionamento amoroso, há muito, deixou de ser uma obrigação e uma perseguição incessante: é uma opção nos tempos modernos – para muitos, a segunda, a terceira ou a enésima opção, consideravelmente atrás de outras atividades. E lhes cito algumas como exemplo: igreja, estudos, reuniões de família, trabalho e tantas outras.

O tempo é precioso e namoro por namoro não convém, ou melhor, como dissera Nietzsche, “não ouse roubar a minha solidão, se não fores capaz de me fazer real companhia”. Resumiu tudo. O meu texto poderia terminar nesse ponto sem maiores comentários. Eu, por exemplo, partilho da idéia de estar sozinho se não houver ninguém que desperte meu interesse e faça minha vida valer à pena, meu coração pulsar acelerado ou roubar de mim suspiros intensos.

E lhes digo mais, caros leitores: sou ativo, independente e livre para aproveitar a vida, viajar, sair com amigos e curtir as vantagens de uma vida “solitária”. O relacionamento a dois não é prioridade na minha vida, por isso, não estou do lado dos resignados ou desiludidos com as armadilhas do coração. A vida continua ecoando seu canto de sereia nos meus ouvidos, e um mundo lá fora chama a minha presença. Até a próxima! (CE)


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Vivi algum tempo na Europa e durante meus meses como pesquisadora de outra cultura pude perceber a diferença que há entre mulheres solteiras no Brasil e por lá. Em comum, apenas o fato de estarem sozinhas, embora nem sempre solitárias, mas a igualdade para por aí. Muitas europeias não aparentam estarem sozinhas apenas porque não acharam alguém, como muitas que vejo por aqui (embora batam no peito dizendo ser opção). Elas se sentem bem com a própria companhia, não se importando com olhares estranhos ou apontar de dedos. Epa, será por que os olhares estranhos e os dedos em riste foram todos parar aqui?

Tenho amigas que se sentem bem sozinhas e acho que estas realmente falam a verdade. Tenho outras, no entanto, que estão sós por falta de opção, apenas porque nenhum homem as convenceu a trocar de status. E cá entre nós, ambas se sentem um pouco incomodadas por estarem sozinhas em restaurantes, festas, reuniões de amigos e casamentos. Aposto que a resposta está nos temerosos olhares de reprovação que a elas a sociedade ainda impõe. Sabe aqueles que deveriam ser adultos em maturidade e não apenas em idade? Pois bem, não aprenderam ainda que uma mulher possa estar solteira e feliz e apontam o dedo como uma propensa solitária. Quem disse?

Nos meus tempos de solteira sempre curti minha companhia. Nos dias em que ficava chateada comigo mesma, procurava um colo ou abraço de amigos e família, às vezes um pote de sorvete. Mas deixar de sair, curtir ser feliz por não ter um homem ao meu lado? Jamais! Abaixo a ditadura de que só com um homem a tiracolo nos sentiremos plenas. Aliás, cabe a ressalva que vejo muitas mulheres acompanhadas que invejam a solteirice de amigas.

Prisão de julgamentos comigo não, violão! Curtamos todas as fases que nos vêm à tona. Estar solteira pode ser muito melhor do que você imagina e, acredite, pode revelar uma mulher que vive escondida dentro de você, doida para viver, sozinha, mas feliz, por que não? Vive la France! (MP)

5 de maio de 2010

Pausa para o café

Já plantou bananeiras por alguém??

www.chairliftmusic.com

26 de abril de 2010

Quem canta nem sempre encanta

Não nasci da barriga de um boi, muito menos fui exposta no varal para pegar sol e nem me recordo de ser servida em prato de churrasco algum. Em suma, não sou um mero pedaço de carne. Sou gente, sinto, reflito, penso e, sobretudo porque penso não admito que me chamem de gostosa ao andar pela rua, nem que me elogiem pelas minhas carnes, não vou lhes servir até palitarem os dentes.

Algumas mulheres sentem aumento da autoestima quando levam cantadas, mesmo que grosseiras. Para mim creio que são solitárias ou com baixa valorização de si mesmas e atendem aos chamados mais grosseiros por não terem em que se sustentar. Doeu? Machucou? Um mero pedaço de carne não tem sentimentos, lembra? Então aceite as consequências de ser um reles pedaço servido em churrascaria.


Se querem elogiar, usem palavras no mínimo decentes. Cantadas nem sempre são indesejadas, mas com ignorância serão sempre rechaçadas – pelo menos por quem tem cérebro além de coxas e bumbuns e, garanto que vale a reflexão se serão estas que gostarão de dividir cada refeição pelo resto de suas vidas (MP)


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Uma cantada é como um cartão de visita. Ela pode encantar ou repelir, aproximar ou manter um distanciamento, e, se usada adequadamente, pode ser uma flechada certeira no coração. A paquera é a arte da precisão, ou seja, conquistar uma pessoa com poucas palavras ou gestos e expressões. O importante é quebrar o gelo e aproveitar a chance que lhe é dada, principalmente se a oportunidade é única – nesse caso, vale até tática de guerrilha para aproveitá-la.

Eu gosto das cantadas inteligentes e diretas, mas com uma grande dose de audácia, porque gosto de ser objetivo e determinado; no entanto, admito que, independente da tática, a melhor é aquela que atinge a sua finalidade: a conquista – quer seja um xaveco do tipo “pedreiro”, quer seja do tipo romântico. Repito: a cantada pode ser um atalho para o coração ou um sinal vermelho (pare!).

A criatividade, creio eu, é o instrumento mais poderoso nesse primeiro contato, já que a conquista nada mais é do que questão de momento e oportunidade. O deslize, ou uma palavra mal colocada, pode ser imperdoável e manchar a imagem de qualquer criatura cândida, mas, cá entre nós, quem nunca levou um fora? Eu mesmo levei vários e aprendi bastante sobre os comportamentos e as curiosidades do universo feminino. O importante é acreditar e não desistir, afinal, toda panela tem a sua tampa! (CE)

21 de abril de 2010

Pausa para o café

A Flor

Los Hermanos

Composição: Rodrigo Amarante/Marcelo Camelo

Ouvi dizer
Do o teu olhar ao ver a flor
Não sei por que
Achou ser de um outro rapaz
Foi capaz de se entregar
Eu fiz de tudo pra ganhar você pra mim
Mas mesmo assim...

Minha flor serviu pra que você
Achasse alguém
Um outro alguém que me tomou o seu amor
E eu fiz de tudo pra você perceber
Que era eu...

Tua flor me deu alguém pra amar
E quanto a mim?
Você assim e eu, por final sem meu lugar
E eu tive tudo sem saber quem era eu...
Eu que nunca amei a ninguém
Pude, então, enfim, amar...vai!

30 de março de 2010

Eles pararam no tempo

Eu hoje tirei o dia para indagar e matutar, tal como criança, se vocês me entendem. Esse é um texto com muitos questionamentos e (quase) nenhuma resposta. Você terá a liberdade, como sempre, de respondê-los e tirar as suas próprias conclusões, meu prezado leitor. Vamos lá. Os homens ficaram parados no tempo realmente? Eu pensei, pensei e pensei, e ventilo três perguntas-hipóteses:

Os homens ficaram naturalmente distantes?

Ou será que as mulheres evoluíram muito rapidamente?

Ou melhor... não será nenhuma delas?

Mulheres, responda-me uma coisa: vocês usam a sabedoria para encontrar seus parceiros ou usam a sorte para encontrá-los? Vocês escolhem ou são escolhidas? É um momento de mudança, sim, mas talvez não seja porque os homens estacionaram no ponto. As mulheres nos igualaram, rasgaram seus sutiens, ganharam dinheiro, moram sozinhas e compartilham muitas das nossas angústias, qualidades, limitações e até manias. Os homens (ou nossas cabeças) estão “atrasados”?

Essa coisa de homens atrasados ou mulheres modernas só mostra o quanto estivemos em níveis desiguais. O ideal é caminharmos no mesmo ritmo. Você vê seu parceiro como homem das cavernas ou um ser que, apesar das diferenças, pode completá-la? Nós homens, é lógico, temos muito que melhorar nos relacionamentos, mas talvez vocês não estejam esperando muito da gente? A felicidade e o sucesso no relacionamento ninguém nos entrega numa bandeja, pelo contrário, temos que construí-los aos poucos e muitas vezes à custa de muitas tentativas e decepções. (CE)


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Há quem diga que as mulheres evoluíram, enquanto os homens pararam no tempo. Embora não evite em concordar em alguns aspectos, reconheço que a generalização não é das melhores ações a se fazer. Sim, odeio machismo, mas sou totalmente fiel ä honestidade.

Em algumas áreas como romance, doçura, respeito realmente há muito que eles foram ultrapassados pelas tartarugas vindas de ilhas distantes. Enquanto isso, as exigências femininas, oriundas de avanços no mercado de trabalho, na autoestima, no reconhecimento de seu próprio valor foram correndo muito ä frente das ações masculinas. Em outras cenas como divisão de tarefas, eles correram atrás do prejuízo e viram que a tripla jornada de trabalho não é nada fácil (finalmente!), mas deve ser feita pelos dois.

Pausa.

Se você é mulher e está lendo esse artigo se incomodando com minha afirmação, observe sua própria atuação em não se impor e achar seu papel, o problema não é comigo e está entre a cadeira de seu computador e o monitor, já esclareço.

Continuando.

Já falei que relações são construídas por duas pessoas? Pois bem, para se destruir basta falta de vontade, egoísmo exagerado de uma das partes ou simplesmente dormir no ponto. Você está eternamente de pijamas ou age além do próprio ego?

O crescimento da mulher foi notório e notável e quem ousar dizer o contrário estará mentindo para si mesmo. Enquanto isso, alguns homens agem na contramão da evolução natural, seja por preguiça, comodismo, falta de caráter ou medo de não conseguirem atingir as expectativas. E vão morrendo na praia em meio a sol e água salgada. (MP)

21 de março de 2010

Se um homem quer você

Se um homem quer você

Oprah Winfrey

Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe; Se ele não te quer, nada pode fazê-lo ficar.
Pare de dar desculpas (de arranjar justificativas) para um homem e seu comportamento.
Permita que sua intuição (ou espírito) te proteja das mágoas.
Pare de tentar se modificar para uma relação que não tem que acontecer.
Mais devagar é melhor. Nunca dedique sua vida a um homem antes que você encontre um que realmente te faz feliz.
Se uma relação terminar porque o homem não te tratou como você merecia,”foda-se, mande pro inferno, esquece!”, vocês não podem “ser amigos”. Um amigo não destrataria outro amigo.
Não conserte.
Se você sente que ele está te enrolando, provavelmente é porque ele está mesmo. Não continue (a relação) porque você acha que “ele vai melhorar”.
Você vai se chatear daqui um ano por continuar a relação quando as coisas ainda não estiverem melhores.
A única pessoa que você pode controlar em uma relação é você mesma.
Evite homens que têm um monte de filhos, e de um monte de mulheres diferentes. Ele não casou com elas quando elas ficaram grávidas, então, porque ele te trataria diferente?
Sempre tenha seu próprio círculo de amizade, separadamente do dele.
Coloque limites no modo como um homem te trata. Se algo te irritar,faça um escândalo.
Nunca deixe um homem saber de tudo. Mais tarde ele usará isso contra você.
Você não pode mudar o comportamento de um homem. A mudança vem de dentro.
Nunca o deixe sentir que ele é mais importante que você… mesmo se ele tiver um maior grau de escolaridade ou um emprego melhor.
Não o torne um semi-deus.
Ele é um homem, nada além ou aquém disso.
Nunca deixe um homem definir quem você é.
Nunca pegue o homem de alguém emprestado.
Se ele traiu alguém com você, ele te trairá.
Um homem vai te tratar do jeito que você permita que ele te trate. Todos os homens NÃO são cachorros.
Você não deve ser a única a fazer tudo…compromisso é uma via de mão dupla.
Você precisa de tempo para se cuidar entre as relações. Não há nada precioso quanto viajar. Veja as suas questões antes de um novo relacionamento.
Você nunca deve olhar para alguém sentindo que a pessoa irá te completar.
Uma relação consiste de dois indivíduos completos, procure alguém que irá te complementar… não suplementar.
Namorar é bacana, mesmo se ele não for o esperado Sr. Correto.
Faça-o sentir falta de você algumas vezes… quando um homem sempre sabe que você está lá, e que você está sempre disponível para ele, ele se acha…
Nunca se mude para a casa da mãe dele. Nunca seja cúmplice (ou co-assine qualquer documento) de um homem.
Não se comprometa completamente com um homem que não te dá tudo o que você precisa. Mantenha-o em seu radar, mas conheça outros…
Compartilhe isso com outras mulheres e homens (de modo que eles saibam).
Você fará alguém sorrir, outros repensarem sobre as escolhas, e outras mulheres se prepararem.
O medo de ficar sozinha faz que várias mulheres permaneçam em relações que são abusivas e lesivas.
Você deve saber que você é a melhor coisa que pode acontecer para alguém e se um homem te destrata, é ele que vai perder uma coisa boa.
Se ele ficou atraído por você à primeira vista, saiba que ele não foi o único.
Todos eles estão te olhando, então você tem várias opções.
Faça a escolha certa!

15 de março de 2010

Independência feminina

O mundo foi feito para a igualdade entre todos e não mera linha esquecida numa Constituição. Mulheres não querem se sentir superiores, mas definitivamente estamos mais confiantes, menos dependentes de dinheiro, amor e um sim de um homem. Doeu no seu coração, meu amigo? sinto muito, não poderia ser omissa e negar-lhe essa verdade. Sim, vocês são e sempre serão muito importantes, mas não colocamos mais em suas mãos nossa felicidade. Essa buscamos munidas de autoconfiança e verdade no peito.

Estamos mais maduras e decididas, capazes e independentes, e isso nos fez crescer e ampliar os horizontes. Sim, a opção de preferirmos ficar sozinhas a mal acompanhadas é cada vez mais escolhida, mas não temam, rapazes, quando finalmente descobrirem que basta nos tratarem com reciprocidade, serão escolhidos e não ficarão chupando dedos enquanto olham para porta-retratos de ex que não souberam respeitar ou valorizar.

Mulheres estão cada vez mais independentes e os homens cada vez nos temendo mais. Seja por insegurança, sentimento de inferioridade, receio, homens que não estejam preparados para mudanças como estas, realmente estão fadados a ficar sozinhos ou frustrados. A estes dou a recomendação que atualizem seus valores e princípios e abram-se para as potencialidades de uma companheira mais autoconfiante, orgulhosa no bom sentido e determinada ao seu lado. Ou isso, ou o sentimento de inferioridade que será seu companheiro de cama, mesa e banho. Simples, não? (MP)


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A independência feminina causou uma revolução de costumes, entre elas a maneira como se relacionam homens e mulheres. A independência da mulher é uma benção ou uma maldição? Não sei. O fato é que chegou e vai ficar – não teremos reviravoltas. E os homens que se cuidem, pois as mulheres independentes são um perigo – um chicote na vida de qualquer homem mal intencionado! Elas estão espalhadas e querem muito mais do que pão e água. E com razão.

As mulheres bonitas, resolvidas financeiramente, inteligentes e decididas são um espanto até hoje para nós homens, já que, ininterruptamente, estivemos sempre no comando da situação. O mundo, no entanto, mudou. O problema é que nós homens não. A nossa resistência continua a mesma e, claro, não aceitamos completamente a independência feminina – no máximo, um acordo entre cavalheiros e damas, independência sim, pero no mucho. Não vivemos sem vocês, mulheres!

Eu admiro as mulheres independentes e incentivo-as, já que não gostaria, jamais, de ter ao meu lado uma pessoa dependente de mim e “grudada nas minhas costas” como uma sombra “capenga”. A minha concepção de mulher moderna está ligada, diretamente, à independência financeira, intelectual e sexual, mas resguardo também resquícios do velho tradicionalismo, pois, afinal de contas, tenho genes genuinamente masculinos. Mulheres, lutem pelo espaço de vocês, mas não esqueçam de nós, ok! (CE)

10 de março de 2010

"Quem não dá assistência, abre concorrência


Você homem da atualidade, vem se surpreendendo diuturnamente com o "nível" intelectual, cultural e, principalmente, "liberal" de sua mulher, namorada e etc.

Às vezes sequer sabe como agir, e lá no fundinho tem aquele medo de ser traído - ou nos termos usuais: "corneado". Saiba de uma coisa... esse risco é iminente, a probabilidade disso acontecer é muito grande, e só cabe a você, e a ninguém mais evitar que isso aconteça ou, então, assumir seu "chifre" em alto e bom som.

Você deve estar perguntando porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos.

Mas o que seria uma "mulher moderna"?

A princípio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira, confidente, amante...

É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr pros seus braços...

É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda...

Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer...

Assim, após um processo "investigatório" junto a essas "mulheres modernas" pude constatar o pior:

VOCÊ SERÁ (OU É???) "corno", a menos que:

- Nunca deixe uma "mulher moderna" insegura. Antigamente elas choravam. Hoje, elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.

- Não ache que ela tem poderes "adivinhatórios". Ela tem de saber - da sua boca - o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.

- Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol...) mais do que duas vezes por semana, três vezes então é assinar atestado de "chifrudo". As "mulheres modernas" dificilmente andam implicando com isso, entretanto elas são categoricamente "cheias de amor pra dar" e precisam da "presença masculina". Se não for a sua meu amigo... bem...

- Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo.

- Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As "mulheres modernas" têm um pique absurdo com relação ao sexo e, principalmente dos 20 aos 38 anos, elas pensam em - e querem - fazer sexo todos os dias (pasmem, mas é a pura verdade)...bom, nem precisa dizer que se não for com você...

- Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é????

Nem pense em provocar "ciuminhos" vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres.

- Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo ao um "chifre" tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS "comedor" do que você...só que o prato principal, bem...dessa vez é a SUA mulher.

Sabe aquele bonitão que, você sabe, sairia com a sua mulher a qualquer hora. Bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece...Quando você reparar... já foi.

- Tente estar menos "cansado". A "mulher moderna" também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para - como diziam os homens de antigamente - "dar uma", para depois, virar pro lado e simplesmente dormir.

- Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em "baladas", "se pegando" em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A "mulher moderna" não pode sentir falta dessas coisas...senão...

Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão "quem não dá assistência, abre concorrência".

Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas "mancadas"... proteja-a, ame-a, e, principalmente, faça-a saber disso.

Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele "bonitão" que vive enchendo-a de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!"

28 de fevereiro de 2010

Paciência tem limite!

A minha paciência, apesar de enorme, tem suas medidas muito claras: não aceito mentiras, não aceito trapaças e não aceito, muito menos, traições. A regra é clara para aquelas que queiram ocupar a minha vida e o meu tempo. O meu dedo hoje para selecionar mulheres está mais seletivo, porque já perdi meu tempo, lamentavelmente, com pessoas que não valeram o meu “suor”. O desastre ensina muito, visto que as pessoas aprendem na dor e não na felicidade (percebi isso!).

O amor prospera, certeiramente, na paciência, já que relacionamentos são feitos, também, de momentos árduos e situações delicadas que nos testam e nos pedem respostas imediatas, comportamentos justos e muita racionalidade. O relacionamento é uma prática incessante da paciência, pois ninguém é igual a ninguém (e jamais será), mas, acredito eu, que os ruídos no amor são coisas normais. A solução para isso está na maneira como reagimos a essas situações.

A vida a dois nos mostra que a excelência no campo amoroso é feita de ingredientes como respeito e companheirismo, além, é claro, daquela dose de perseverança – acreditar e insistir é essencial para o sucesso no amor. A minha paciência é grande e elástica como disse, embora não seja indestrutível, mas posso lhe revelar um segredo, prezado leitor: o meu dedo permanece continente e sem medo para os assuntos do amor, pois a minha paciência revela o meu caráter. É isso. E viva a vida! (CE)

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Não tenho paciência, nunca tive e nem sei se um dia terei. Poderia dizer que sim, sou a paciência em pessoa, para ter um texto poético e bonito, mas optei por abrir com a sinceridade de quem não se orgulha, mas se assume uma impaciente.

Tenho impaciência no trânsito, ele me irrita profundamente e as tartaruguinhas gentis que o fazem, mais ainda. Tenho impaciência com a dor, ela me faz perder tempo e a perda desse também me deixa impaciente. Tenho impaciência com gente rude, esnobe, irresponsável e interesseira, esses me testam como poucos. Tenho impaciência com o desamor, se não sabe amar ou não se dispõe, dê licença. Tenho impaciência com frases lentas, incompletas, filmes repetidos, não achar a ponta da fita adesiva, falta de objetividade, conversas improdutivas e gente muito menos improdutiva do que as conversas que praticam.

Como veem sim, sou impaciente, mas como disse não me orgulho. Creio que a paciência seja um exercício importante, até essencial, mas que fique claro que não quero ser testada. Uma pedra no meio do caminho pode me irritar, um poste idem, mas convenhamos que a eles ainda desculpamos, pois não agem por si mesmos, mas o que dizer das pessoas que provocam atritos desnecessários, inutilidade, falta de agilidade, deixando-nos em dúvida sobre se são pacientes ou tolos. Paciência sim, mas até um limite do respeito, passando daí, meu caro, serão meras desculpas esfarrapadas para as quais...não tenho paciência. MP)

14 de fevereiro de 2010

Pierrot

Pierrot

Los Hermanos
Composição: Marcelo Camelo

O pierrot apaixonado chora pelo amor da colombina
E a sua sina chorar a ilusão em vão, em vão

E a colombina só quer um amor
Que não encontra num braço qualquer
Essa menina não quer mais saber de mal-me-quer
Só do pierrot, pierrot
Pierrot, pierrot, pierrot, pierrot... (3×)

O pierrot apaixonado chora pelo amor da colombina
E na esquina se mata a beber pra esquecer, pra esquecer

E o pierrot só queria amar
E dar um basta a esta dor já sem fim
Mas colombina trocou seu amor por arlequim
E o pierrot, chora!
E o pierrot, chora!
E o pierrot, chora!
Pierrot...

7 de fevereiro de 2010

Zero a zero

Sempre encarei o esporte como um traço paralelo com os relacionamentos. Devem ser praticados em equipe (os coletivo, claro) apoiando-se um jogador no outro para que o jogo seja um sucesso. Além disso, creio que esportes presumem ao fim uma vitória maior, além dos troféus e medalhas, a superação de um desafio ou de um adversário que teima em invadir o campo contrário.

Na hora de decidir o que praticar, na hora de passar a bola, de dar o saque, driblar ou bater recordes, é essencial que haja interação, objetivos comuns e muita parceria, do contrário tudo pode desandar ou finalizar num morno 0 a 0. Em um namoro tudo pede parceria. Se seu zagueiro não está disposto a sair do comodismo de seu time perdedor, é bom rever seu foco de jogo, pois a qualquer instante alguém será fatalmente expulso de campo.

Se você levou um cartão amarelo, fique atento. Corra o campo todo se for preciso atrás do prejuízo, pois a qualquer hora a expulsão será não apenas sua jogada para fora de campo, mas para um time de segunda, terceira divisão.

Bolas, tacos, quimonos, piscina, redes, seja qual for sua escolha, lembre-se que de nada adianta saber o que fazer se o outro não cooperar para uma vitória. Mais valerá estar no esporte certo, com um atacante perfeito e compreensivo do que no banco ou chuveiro curtindo a dor de uma derrota de goleada.(MP)


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O esporte é saúde – eis uma verdade contra a qual não se pode lutar. É uma verdade imutável e ponto final. E, nesse quesito, aqueles casais que têm gostos semelhantes conseguem os melhores resultados. O problema é quando os gostos são antagônicos e caminham na direção contrária, qual seria a solução? Eu não sei, mas, se não for uma casal de atletas olímpicos, pequenas atividades podem ser grandes programas – sem dúvida!

Uma simples caminhada, ou pedalada de bicicleta, ou dança de salão, ou mesmo academia pode ser mais uma chance de interação, de conversas, de acabar com picuinhas, isto é, de deixar o relacionamento mais, vamos dizer, “esbelto”. A vida a dois, ao contrário das competições esportivas, não admite a competitividade, mas permite outros valores essenciais para o sucesso na vida como: superação, respeito, coragem e dedicação, inclusive quando os interesses são opostos.

O jogo do amor é um esporte no qual é impossível separar vencedores e vencidos ou ganhadores e derrotados, pois ganha-se ou perde-se inevitavelmente em dupla. E acrescentando: é um esporte para ser disputado em dupla – não é, e nunca será, uma modalidade individualista, pois, na regra do amor, jamais será permitido estratégias mirabolantes ou mesmo trapaças. A sintonia conjugal, portanto, é indispensável para se conquistar os louros de qualquer relacionamento.(CE)

1 de fevereiro de 2010

24 de janeiro de 2010

Janelas abertas

O mundo é feito de mudanças, é verdade, mas, a rigor, continuo pensando como um sábio senil, apesar de respeitar e aceitar outras opiniões: relacionamentos, para mim, deveriam ser à moda antiga, isto é, compromisso sério – namorar, noivar e casar: eis o curso natural da vida a dois. A independência amorosa moderna não encontrou morada na minha vida. E, invariável e certamente, continuarei com as minhas posturas conservadoras até os meus últimos suspiros. É certo – como um mais um são três!

A minha convicção é essa de cima, mas não faço “cara feia” (e até aceito) a idéia dos casais viverem um relacionamento liberal. Indecisão? Falta de opinião? Insanidade minha? Não. O mote dos críticos dos relacionamentos liberais, que cravam, “ninguém é de ninguém” não partilha da minha opinião, pois os costumes e os comportamentos evoluem, a meu ver. E vou além: é possível, sim, manter um relacionamento sério e ao mesmo tempo liberal (acredito nisso). O casal deve encontrar a sua fórmula.

Os tempos mudam e com eles a maneira como espreitamos as questões que envolvem nossos relacionamentos, caso contrário, as mulheres, até hoje, estariam apartadas do convívio quando menstruassem. Os leprosos continuariam usando roupas com guiso. E as mulheres adúlteras seguiriam sendo apedrejadas, por exemplo. Que tal? A realidade impõe mudanças e adaptações, impedi-las é querer reeditar Romeu e Julieta (1595) e enrijecer o amor. O tempo não pára, não pára!(CE)



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Não sou fã de metáforas, mas às vezes elas são necessárias. Vejo um relacionamento de futuro como uma casa: sólida, com fundação, cheio de objetos – leia-se sentimentos – e com um firme telhado. Mas o que fazer quando resolvem abrir uma das janelas?


Relacionamentos abertos não são mais tão raros como no tempo de nossos pais. Antes, eram vistos como algo amoral e por vezes equivocado. É, nem tudo mudou. Ainda são encarados com olhos de repulsa, mas com um membro diferente de antes: A mulher. Ela ganhou mais espaço, voz, independência, autonomia. Com isso, tem mais opinião, vontade e querer.

As que não cegaram pelos romances em telas e livros, não esperam mais pelo príncipe encantado, pois além de ser lerdo, quando chega algum dia, revela-se mais próximo de um sapo. A consequência é que elas não tem mais o medo de tentar até acertar - e isso compreende sair com errados até achar o certo. Sim, meus caros, ela é livre e a liberdade entra também no âmbito amoroso. E isso compreende não firmar um compromisso sério até entender que este seja realmente o que quer.


Nenhuma tentativa é vã, portanto, relacionamentos abertos podem não ser os perfeitos - ou longe disso quando se quer um futuro - mas hoje em dia, diante de tantas alternativas menos confiáveis e distantes do mínimo de respeito, a relação mais livre, com consentimento de ambos – é bom deixar claro! - é possível. Não digo que seja a ideal, mas diante de tantas supostamente fiéis, mas com tetos de vidro, esta pode ser mais respeitosa do que suponhamos ser possível. Não tentarei, pois ainda creio no amor à moda antiga, mas quer saber? Com respeito, respeito-os.(MP)

17 de janeiro de 2010

11 de janeiro de 2010

Dicas para o ano

Para os 365 dias deste ano indico algo que, embora simples, está escasso nos relacionamentos e muito longe do ideal de frequência que deveria atingir. Minha dica é não somente importante, mas a base de um relacionamento que queira durar ou pelo menos manter-se saudável e amoroso: o respeito.

Sim, caros amigos, esse que está mais para água no deserto de tão raro, é o que deixo como dica. Para você que estão numa relação grosseira e que os prejudica, indico o respeito e o semancol. Para aqueles que acham que o namoro anda bem, mesmo que uns palavrões aqui e ali acontencam indico o mesmo, mas com uma dose de auto-estima e, mesmo para aqueles que acham que atingiram a perfeição de uma relação a dois, continua a indicá-lo, pois nunca se sabe o dia de amanhã. Em suma, respeito, meus caros, nunca é demais. (MP)

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A minha dica para este ano é muito simples: muita conversa. Você pode até pensar que é pouca coisa, mas não é. Eu poderia lançar, por aqui, muitas e muitas dicas chiques, mas vamos ficar com essa simples idéia que poucos valorizam. Eu sou adepto da diplomacia e do diálogo, por isso, qualquer coisa (livros, músicas, peças teatrais e, até mesmo, piadas que instiguem a atividade de escutar atentamente e responder com educação está valendo). A vida, incluindo o relacionamento amoroso, clama por diálogo.

E, nessa linha, há muitas coisas disponíveis no mercado, mas cuidado, caro leitor: vivemos soterrados num mundo que funciona à velocidade do clique do mouse e não podemos perder tempo com atividades singelas (e que, matreiramente, nos tomam tempo). O tempo é dinheiro. A minha dica, portanto, caminha na direção contrária, pois não me lembro de nenhum relacionamento que tenha sucesso sem diálogo. A conversa sempre será o instrumento mais importante de interação entre os casais. Então conversemos!!!!! (CE)