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28 de setembro de 2009

Machismo X Evolução


Machismo, ou chauvinismo masculino, não é uma invenção recente, ele tem suas raízes fincadas na antiga cultura greco-romana. A mulher era “propriedade” do homem, tal como uma roupa, um instrumento de trabalho ou coisas do gênero. Um tempão atrás, mas, até hoje, produz ruídos e faíscas entre homens e mulheres, em especial, porque não é possível discutir a questão sem adotar um dos lados. O meu ponto de vista é claro e irei resumi-lo (ou tentar, é claro), nas linhas que se seguem.

Eu sou machista, sim, e não nego a minha tradicional árvore genealógica nordestina, e, naturalmente, não concordo, embora respeite, com muitas das idéias e das ações da mulher “moderna”. Os meus antecedentes sempre deixaram o papel feminino na sociedade muito claro: casa, reprodução e educação da prole. Um exagero é verdade, mesmo assim, ainda cultivo muitas das doutrinas antigas com muito apego. As minhas idéias envelheceram (ou será amadureceram?) antes do meu corpo.

As nossas mães, tias, avós e outras mulheres lutaram, arduamente, por um espaço maior na sociedade e nos relacionamentos, entretanto, aposto eu, que elas nunca pensaram que veríamos mulheres seminuas em público ou mulheres disputando, palmo a palmo, com os homens no quesito traição, por exemplo. Mulheres, vocês podem (e devem) conquistar o lugar que lhes é de valor, mas, por favor, não copiem os nossos erros! Evolução, eis a
palavra! (CE)

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Respeito muita gente, outras suporto. Dou espaço para quem quiser conversar comigo sobre qualquer assunto. Puxe uma cadeira e seja bem-vindo. Mas, deixo um aviso: não me venham com palavras miúdas, pobres, chulas, ou machistas. Apenas colocarei seu caráter e inteligência à prova, nada mais. Seja sucinto, inteligente e cordial, já tenho idade suficiente para saber o que me vale a pena.

Os machistas? Exemplos de meus contrários de carteirinhas. Já passei por muitas situações que me fizeram não conseguir respeitar pessoas preconceituosas, vazias e intransigentes. São egoístas e incômodos. Machistas e micromachistas são provas perfeitas da imaturidade do ser humano. Além de não terem conteúdo em seus discursos falidos, mostram-se pequenos, com piadas baixas e medo das respostas.

Esses minimizam mulheres como se fossem meras carnes vestidas. Submetem esposas, namoradas, filhas e irmãs a discursos generalizados de submissão e falta de respeito ao próximo. Acham-se superiores por um simples órgão que possuem de forma diferenciada. Isso o faz melhor que alguém?

Não apenas homens, mas mulheres também mostram-se machistas, em uma contradição própria da falta de amor próprio. Comodismo? Submissão? Talvez, ou talvez simplesmente preguiça de pensar e se valorizar. Hoje um homem, amanhã uma mulher. Mesmo para quem não crê em novas vidas, que o tragam amanhã com um novo sexo, deveria crer na inteligência e no respeito, de repente usá-los seja benéfico a você mesmo.

Ps: se acham que peguei pesado, tentem ser por um dia uma mulher em um mundo machista! (MP)

20 de setembro de 2009

Pausa para o Café

O Blog inicia nova fase. Agora, para quebrar discursos, imagens, simbologias e palavras muitas vezes impactantes, daremos um relaxamento a cada 15 dias com dicas leves e textos romanceados sobre relacionamentos. Boa leitura!

Saber Viver


Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar

Cora Coralina

13 de setembro de 2009

Vamos falar de amor

Amor é fogo que arde sem se ver, e como arde! Um sentimento que deveria ser celebrado a cada segundo, a cada sorriso, a cada beijo, memória e suspiro. É o que de melhor a vida nos traz. Dá carinho, rebuliço na cabeça, borboletas no estômago, pulsar forte do coração e sentido a muitas vidas. Sim, muitos se tornam bobos, mas quem não quer ser um bobo feliz?

Amor é ferida que dói e não se sente, ou pouco se sente. Sofremos, suamos, desatinamos, mas ele é lindo e essencial, não há como negar. Pode ser dolorido em alguns momentos, mas isso por culpa da insensatez humana que não sabe valorizá-lo como se deve. E existe quem não esteja disposto a vivê-lo, mesmo que sujeito a uma dorzinha aqui e acolá?

Amor é um contentamento descontente em que estamos sempre em busca de mais, mais amor, mais abraços, mais da mágica que ele nos traz, em uma caminhada que nos presenteia com um final sincero, cheio de razões, emoções e vida, nesta dor que desatina sem doer. Falemos e vivamos o amor, infinitamente. (MP)


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O amor, apesar dos seus mistérios, ainda é o assunto mais clichê para se discutir na roda de amigos, em casa, na Internet ou em qualquer lugar desse mundo, mas, pelo visto, sempre será um enredo insuperável e continuará martelando nas novelas, na conversa de vizinhos e no nosso cotidiano. O assunto rende, e muito! O importante é falar de amor, porque, querendo ou não, ninguém vive sem amar, como João que ama Maria, que ama Roberto, que ama Luciana, que ama a solidão, que nos assombra.

A minha história de amor começou de um jeito simples, como na maioria dos casos de amor: um papo bacana que virou outro, e mais outro, e virou interesse, e virou paixão, e virou amor de verdade, simples não? O amor despontou e ganhou forma e cor com semelhanças, manias, vivências, percepções e muitas descobertas e aprendizados, e, entre idas e vindas, minha jangada atracou nesse porto seguro chamado felicidade. Eu desejo que você, caro leitor, tenha a mesma sorte que a minha.


Enfim, o amor é muito mais do que um sentimento, aparentemente, inexplicável: é um estado de espírito. Um estado que nem mesmo os cientistas, os médicos, os matemáticos, os arquitetos conseguem esmiuçá-lo. O amor é experiência de vida e, por isso, quanto mais o discutimos, mais queremos explicações acerca dele, mesmo que sejam as mais desvairadas, ou como recitara o poeta, “ainda que falássemos a língua dos homens e dos anjos, sem amor, nada seríamos”. Então falemos de amor!(CE)


7 de setembro de 2009

Independência ou Morte?

Independência ou morte, ou será morte à independência, caro leitor? A independência, a meu ver, tem as duas faces: aquela positiva com a qual, rotineiramente, sonhamos, e aquela negativa que deixa os seres humanos autossuficientes e individualistas, conduzindo-os para uma arenosa impressão de liberdade. A liberdade amorosa, resumindo-a, é poder agir livremente de acordo com a nossa consciência, e ser obrigado a agir apenas naquilo que o convívio amoroso nos impõe.

Quem quer ser dependente? Quase ninguém. As pessoas querem ser independentes, mesmo que não saibam o sentido disto, mas os relacionamentos têm algo de muito importante que poucas pessoas notam, ou quando notam se sentem incomodadas: os limites. Eles determinam a medida certa das nossas posturas, comportamento e ações, pois um relacionamento envolve duas partes (eu e você, ou você e outra, ou um terceiro e outra pessoa, e assim por diante) com gostos e pensamentos distintos.

E, realmente, os limites nos importunam, já que nos dizem como devemos, ou como deveríamos, agir – por isso, muito cuidado, porque a independência é uma conquista apetecível, mas viver uma vida completamente independente e desregrada não é não, principalmente porque quem decidiu levar uma vida a dois não pode nem pensar em grito de independência, uma vez que estará eternamente preso pelos laços do amor! É isso ou morte! (CE)



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Seja independente, estando ou não namorando. Não dependa do outro e não o coloque como detentor de sua felicidade. E isso na área financeira, emocional, racional. Sim, seja também livre, pois a relação não é e nem deve ser uma prisão e quando assim aparentar, melhor fugir antes que seja perdida a chave. Mas, não exceda! Nem liberdade em excesso e muito menos independência desmedida são aceitáveis. Passam dos muros do "a dois" para o "apenas um" e um egoísta + um é igual a zero.

Jamais esqueça que sua independência e liberdade não devem interferir de forma negativa na liberdade do outro. Se quer sair sempre, não telefonar, não perguntar e apenas comunicar suas vontades e atos, por que se dispõe a namorar? Continue com seu umbigo, pois parece ser o melhor companheiro para alguém autossuficiente.

Se deseja independência desmedida, é sinal que não está preparado para uma relação verdadeira e sólida. Amadureça um pouco mais, reflita e somente depois se disponha a amar, pois colocar-se como única pessoa importante e com vontades na relação, é um erro que muitos cometem, mas poucos tem a coragem de reconhecer. (MP)