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28 de abril de 2011

Não sou feliz, mas tenho marido.



"Não sou feliz, mas tenho marido". Esse é o tema de uma famosa peça de teatro baseada num livro de mesmo nome. Mirabolante? Absurdo? Nada disso, simplesmente verdadeiro. Amargo é fato, mas verdadeiro. Quantas vezes já me peguei em conversas com amigas (e amigos) em que esmiuçavam uma relação falida, mas supostamente viva. Acreditam piamente na mentira que eles próprios criaram de que antes mal acompanhado do que só. E nem me dou ao trabalho de inserir um será ao final desse parágrafo, afinal o absurdo do masoquismo me impede disso.



As conversas giram em torno de amores inexistentes, mas conformados, de paixões iniciais que levam a desprezo, quando não ao desamor por si mesma. Mas por mais que estejam cientes dos erros, persistem, pois têm maridos ou esposas a desfilar ao seu lado. Qual o medo, afinal? um apontar de dedos para um suposto fracasso? Não seria uma derrota maior o desespero de estar muito mal acompanhada?

Estar só nunca significou estar solitário. Afinal, o status feliz nem sempre está ligado diretamente ao compromisso com outra pessoa. É ótimo estar junto, namorar, compartilhar, dividir, somar e outras contas mais, mas quando isso não resulta em uma conta positiva, por que insistir na matemática ao invés de apostar na felicidade da língua portuguesa? Diga um não e opte por estar só abrindo caminho para um verdadeiro amor do que numa soma que só resulta em negação.
E lembre-se que sem autovalorização é muito mais difícil encontrar quem o valorize por inteiro. Se nem você se dá ao valor de sair de uma falência e correr atrás de um sucesso, por que o outro vai colaborar com você? Fácil largar o osso não é, porém pior é ficar desdentada de tanto roer uma vida de sofrimentos.

22 de abril de 2011

A tampa do vaso



Pensei que fosse impressão. Jurei que fosse impressão. Clamei que fosse impressão. Mas não, não era. Os casais cada dia têm sim se ferido mais com gritos, ofensas, términos. Desgastam a si, ao outro e aos dois e com motivos são fúteis, inúteis em sua maioria.

A toalha molhada em cima da cama, a lâmpada queimada e esquecida, o carro com quilometragem além da devida, o atraso de cinco minutos para o encontro. Todos, no momento, considerados motivos suficientemente grandes para um término, mas que não passam de tampas de vasos levantadas. São apenas estopins após um tempo longo (a depender do protagonista) de levar com a barriga outros problemas maiores ou menores, mas não dialogados.
Ao longo da vida a dois, vários são os instantes em que acobertamos nossos sentimentos, dúvidas, anseios, por medo de uma reação. Vamos deixando, deixando, sendo relapsos com nossos próprios sentimentos e anseios. Quando menos percebemos (ou se percebemos ignoramos mais uma vez) lá vem a tampa do vaso para azucrinar a relação. Primeiro vem a ofensa, depois grito e por fim um término.
Tudo teria sido evitado se na primeira vez o diálogo tivesse substituído a negação. Agora talvez já seja tarde demais. (MP)

10 de abril de 2011

Pausa para o café





Janta Marcelo Camelo

Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitarCaberá ao nosso amor o eterno ou o não dáPode ser cruel a eternidadeEu ando em frente por sentir vontade
Eu quis te convencer, mas chega de insistirCaberá ao nosso amor o que há de virPode ser a eternidade máCaminho em frente pra sentir saudade

3 de abril de 2011

Dois em Xeque no Facebook

Adeptos do facebook, o Dois em Xeque já encontra-se por lá.
Basta, em aplicações (Phrases), clicar em "Pílula do dia seguinte". 
A cada clique, uma pílula sem dosagem para você!

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