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27 de dezembro de 2009

Um feliz amor

Um página em branco, novinha, pronta para ser escrita. Rabiscos, rascunhos, cores, esboços. A arte será feita a seu bel prazer, do jeitinho que mais lhe interessar e com a autonomia que lhe é devido. Um presentão? Pois bem, esse é o ano novo que está entregue em suas mãos e cujo desfecho será provocado simplesmente por você mesmo.

Se você romperá um relacionamento ou fará dele eterno, só depende de você mesmo. Claro, a relação é feita por duas pessoas, mas não se esqueça que toda ação tem uma reação, portanto, você receberá o que lhe lhes der – cabe a você saber se prefere ganhar tomates ou flores.

E se quer uma dica de quem muito aprende a cada novo dia, ame. Ame o máximo que puder e com todas as forças do seu ser. Amor é algo quanto mais se dá, mais se tem e quem mais ganha é você mesmo, pois mesmo que não seja correspondido, fuma grande energia positiva foi emanada para dentro do seu coração e as lembranças de ter amado jamais serão negativas. Então, mãos à obra! Pincel, batom, seja qual for sua palheta preferida, faça do ano um colorido de amores.

Um feliz amor. (MP)


**


E, finalmente, chegamos à última semana do ano. É hora de renovar os planos, pensar no futuro, planejar metas, voar longe, muito longe, sem medo de ousar e conquistar as coisas que queremos, quer seja no campo pessoal, quer seja em outros campos. As pedras estarão pelo caminho, sem dúvida, mas pensemos e lutemos, sem medo dos erros ou das dificuldades. A minha champagne está trincando de gelada à espera do momento certo para celebrar o novo ano que está se apropinquando.

E você, que está preparando para o próximo ano, caro leitor? Namoro? Noivado? Casamento? Por que não? Eu quero sempre mais e mais, por exemplo. Eu começo o novo ano solteiro novamente, mas cheio de esperanças e notícias boas. O ano foi repleto de coisas positivas, no entanto estou sedento de mais coisas novas, momentos marcantes e pessoas inesquecíveis. Eu quero mais ( e não aceito pouca coisa). A minha lista de desejos para o próximo ano é extensa. O ano promete.


Eu vejo um Ano Novo com muitas surpresas para mim. É verdade que terei meus dias de preguiça, de irritação, de tédio, de cansaço, de tristeza, mas haverá, também, os dias de felicidade extrema. E essa recompensa depende (e muito) da minha postura. A vida pede atitude! É como reza o provérbio, “a gente colhe aquilo que planta”. É, por isso, que estou plantando muitos sonhos e planos para poder ter grandes resultados. Feliz Ano Novo a todos!!! Até 2010!!! E vamos comemorar!!! (CE)

20 de dezembro de 2009

Fácil e Difícil

Reverência ao destino

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que se expresse sua opinião...
Difícil é expressar por gestos e atitudes, o que realmente queremos dizer.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias...
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus próprios erros.

Fácil é fazer companhia a alguém, dizer o que ela deseja ouvir...
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer a verdade quando for preciso.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre a
mesma...

Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado...
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece.

Fácil é viver sem ter que se preocupar com o amanhã...
Difícil é questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e as vezes impetuosas, a cada dia que passa.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar...
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar...
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.

Fácil é ditar regras e, Difícil é segui-las...
(*) Carlos Drummond de Andrade

13 de dezembro de 2009

Morto ou vivo?

O último mês do ano está chegando e é hora de pensar nas coisas que aconteceram, mudar de planos ou, quem sabe, recomeçar uma nova vida. Responda-me, caro leitor. O seu ano foi proveitoso? O seu relacionamento foi motivo de muitas surpresas ou decepções? Valeu à pena? Esse ano, e os demais, não podem ficar em branco, pelo contrário, o tempo de convívio tem que ficar marcado em nossas memórias. O tempo perdido não volta mais, é como a flecha lançada e as palavras ditas.

A vida e o amor devem valer à pena e, portanto, uma pausa para pensar nos momentos vividos é importante para manter a chama do amor acesa. O relacionamento é algo que deve estar em constante avaliação e discussão, como parte do ciclo da vida. O seu parceiro ou parceira deve (ou deveria) ter acrescentado-lhe alguma coisa neste ano que está acabando. A balança do amor não pode pesar demasiadamente para nenhum dos lados. O equilíbrio é fundamental.

O meu ano amoroso, por exemplo, reservou muitas alegrias, mas muitas decepções. O importante é continuar acreditando no amor, pois a vida segue, e continuarei sorrindo para ela. É tempo de repensar, recomeçar, evoluir, melhorar e conjugar os verbos que mantenham o relacionamento vivo. A época é apropriada para isso: mudar o que tiver que ser mudado, melhorar o que tiver que ser melhorar, ou, ainda, continuar o que tiver que ser continuado.(CE)



**

“Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos...Tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoração ou seu desprezo. O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia”.

Concordem ou discordem, a verdade das palavras não sumirá. Quem gosta do morno, do tanto faz, do nem fede nem cheira? Sejamos honestos, ninguém, muito menos quando ao olhar para trás percebemos que o ano foi inválido e não acrescentou nada à sua vida. E, aproveitando, como foi o seu ano? 365 dias mornos? Houve uma evolução no campo amoroso ou manteve-se inerte dia após dia? A virada do ano nos traz reflexões e essas são sempre necessárias, embora nem sempre sejam fáceis.

Os meus foram importantes, cadenciados, perturbadores algumas vezes, mas realmente bem vividos. Nesse ano descobri o que realmente quero, embora tenha sido por vezes assustador, mas quer saber? Apesar das dores, temores, foi o melhor ano da minha vida, afinal, não fiquei no morno dos dias sem sal e na frieza dos passos sem lembranças. Arrisquei, remodelei, afinal estou viva. E você, morreu em vida e nega o óbvio ou segue realmente viva? (MP)

7 de dezembro de 2009

Pausa para o café

Altar Particular
(Maria Gadú)

Meu bem, que hoje me pede pra apagar a luz
E pôs meu frágil coração na cruz
O teu penoso altar particular
Sei lá
A tua ausência me causou o caos
No breu de hoje sinto que o tempo da cura
Tornou a tristeza normal
Então, tu tome tento com meu coração
Não deixe ele vir na solidão
Encabulado por voltar a sós
Depois que o que é confuso te deixar sorrir
Tu me devolva o que tirou daqui
Que o meu peito se abre e desata os nós
Se enfim, você um dia resolver mudar
Tirar meu pobre coração do altar
Me devolver, como se deve ser
Ou então, dizer que dele resolveu cuidar
Tirar da cruz e o canonizar
Digo, faça o melhor
O que lhe parecer
Teus cais, deve ficar em algum lugar assim
Tão longe quanto eu possa ver de mim
Onde ancoraste teu veleiro em flor
Sem mais, a vida vai passando no vazio
Estou com tudo a flutuar no rio
Esperando a resposta ao que chamo de amor

Estou com tudo a flutuar no rio
Esperando a resposta ao que chamo de amor

Estou com tudo a flutuar no rio
Esperando a resposta...

29 de novembro de 2009

Fora brucutus!

Não é um mito, ou uma lenda, muito menos um conto de fadas. Claro, são raros, mas existem e quando encontra-se um deles, seus conceitos começam a se sentirem abraçados. São eles, os homens sensíveis, os que motivam nossos dias e nos fazem estar certas que um amanhã menos brucutu é possível.

Eles são poucos, mas motivadores de uma escola de novos outros. Seres que sabem dosar a força e o carinho, as flores e as brincadeiras, a personalidade e a franqueza, a emoção e a razão. Mais fortes que supostos machões, eles sabem a que vieram, não temem sentir e muito menos demonstrar e são felizes por serem verdadeiros companheiros a suas eleitas.

Preciso dizer que com um sentimento verdadeiro dentro do peito eles são fiéis? Não agem visando apenas o próprio umbigo,pois se importam com quem está a seu lado. Antes que pense errado, não são príncipes encantados, ou muitas vezes passam longe disso, mas iniciam muito bem a relação ao terem dentro de si algo que muitos matam a cada novo dia: a sensibilidade.Cá entre nós, se você não é um deles, ainda dá tempo, garanto que sua vida será muita mais leve do que nos tempos das trevas. (MP)

**

O homem sensível não é nenhum delírio ou devaneio utópico moderno. Estamos, e sempre estaremos, povoando este mundo. Atenção, mulheres! Os homens sensíveis existem, sim, uns mais, outros menos. Os homens sensíveis não são uma espécie em extinção, pelo contrário, as mulheres os veneram, desde que não excedam os limites do bom senso, e continuem a mandar flores, e sejam compreensivos, e discutam a relação e qualquer assunto com desembaraço, e não caiam nas armadilhas do relacionamento.

O homem não pode ser é “broncossauro”, ou seja, do tipo machão e dominador. Essa é uma espécie que desconhece limites e gosta de impor regras. É aquele que “canta de galo” e tem perguntas típicas como “Ei, aonde você vai?” ou “Que roupa curta é essa?”. O seu território, ou melhor, sua propriedade é a parceira. Eles têm a vantagem de, ao menos, criarem uma sensação de segurança e proteção nas mulheres, mesmo que suas atitudes tenham a marca da passionalidade.

O negócio é o meio termo – nada demais, e nada de menos. A minha sensibilidade, por exemplo, nunca esteve saliente até o dia que entrou, ou melhor, invadiu a minha vida uma pessoa que moveu (e muito) meus conceitos: Débora. E eis que mudei minhas idéias e meus comportamentos e hoje posso falar-lhes que sou um novo homem. Ela acrescentou muito à minha vida. O segredo é encontrar a tampa certa para sua panela. E você, caro leitor, em qual dos casos se encaixa?(CE)

14 de novembro de 2009

Evite ser traído

Você homem da atualidade, vem se surpreendendo diuturnamente com o "nível" intelectual, cultural e, principalmente, "liberal" de sua mulher, namorada etc. As vezes sequer sabe como agir, e lá no fundinho tem aquele medo de ser traído - ou nos termos usuais - "corneado". Saiba de uma coisa...
Esse risco é iminente, a probabilidade disso acontecer é muito grande, e só cabe a você, e a ninguém mais evitar que isso aconteça - ou então - assumir seu "chifre" em alto e bom som. Você deve estar perguntando porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos.
Mas o que seria uma "mulher moderna"? A principio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira, confidente, amante...
É aquela que as vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr pros seus
braços... É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, arrumada e linda... Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer... Assim, após um processo "investigatório" junto a essas "mulheres modernas" pude constatar o pior.
VOCÊ SERÁ (OU É???) "corno", ao menos que:
- Nunca deixe uma "mulher moderna" insegura. Antigamente elas choravam. Hoje, elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.
- Não ache que ela tem poderes "adivinhatórios". Ela tem de saber da sua boca - o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.
- Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol...) mais do que duas vezes por semana, três vezes então é assinar atestado de "chifrudo". As "mulheres modernas" dificilmente andam implicando com isso, entretanto elas são categoricamente "cheias de amor pra dar" e precisam da "presença masculina". Se não for a sua meu amigo...Bem...
- Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo.
- Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfaze-la. As "mulheres modernas" têm um pique absurdo com relação ao sexo e, principalmente dos 20 aos 38 anos, elas pensam - e querem - fazer sexo TODOS OS DIAS (pasmem, mas é a pura verdade)... Bom, nem precisa dizer que se não for com você...
- Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é????
- Nem pense em provocar "ciuminhos" vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres.
- Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo
com outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo ao um "chifre" tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS "comedor" do que você...só que o prato principal, bem...dessa vez é a SUA mulher.
- Sabe aquele bonitão que, você sabe, sairia com a sua mulher a qualquer hora. Bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira.
Basta ela, só por um segundo, achar que você merece...Quando você reparar... já foi.
- Tente estar menos "cansado". A "mulher moderna" também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para - como diziam os homens de antigamente - "dar uma", para depois, virar do lado e simplesmente dormir.
- Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em "baladas", "se pegando" em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A "mulher moderna" não pode sentir falta dessas isas...senão...
Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão "quem não dá assistência, abre concorrência e perde a preferência". Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas "mancadas"... proteja-a, ame-a, e, principalmente, faça-a saber disso. Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele `bonitão´ que vive enchendo-a de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!!!

Arnaldo Jabor

9 de novembro de 2009

Não seja enfeite de prateleira

O amor mais importante na vida é o amor próprio. Você gosta de você? É incondicional? As suas decisões são todas em favor da sua felicidade? A maioria das pessoas diria “não” para estas perguntas. Nós temos que ser independentes de sentimentos, de situações e, em especial, de pessoas que não agregam nada, absolutamente nada, em nossas vidas. A minha filosofia de vida é simples: meu objetivo é deixar a minha marca neste mundo, nem que seja para receber críticas.

Eu, você e qualquer pessoa que povoa este planeta podemos fazer das nossas virtudes recompensas para outras pessoas, mas, é claro, se nos valorizarmos como devemos, uma vez que não somos mágicos, caro leitor – isto é – não podemos entregar nada a outras pessoas se não a temos. O amor gera o amor, como a gentileza gera a gentileza, o respeito gera o respeito, a lealdade gera mais lealdade, e assim por diante. E, naturalmente, uma pessoa sem felicidade gera um companheiro sem felicidade.

A solução para os nossos problemas, muitas vezes, está muito mais perto do que se imagina: dentro de nós mesmos. E, nas outras ocasiões, não está tão distante como parece. Um pouco de independência, de controle emocional, de segurança e de atitudes ajudam a superar qualquer problema pessoal ou momento ruim, inclusive amoroso. Eu sou dono da minha vida e do meu destino e, por isso, nada, e nem ninguém, vai dinamitar minha alta estima. A minha vida é um balão em ascensão e sem limites!(CE)


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Não seja enfeite de prateleira, nem um mero grão de milho ou sequer um número apenas na longa lista de seu suposto namorado. Em outras palavras, acorda mulher e se valoriza.

Se ele não tem tempo para você, não estimula a relação com carinho e sinceridade, sai com você como se fosse uma obrigação e por mais que você tente parece que sempre está aquém das expectativas dele, sinceramente você merece estar numa relação assim pela falta de valorização a si mesma.

Que você acha? Que ele é o último biscoito do pacote e por isso você não pode largá-lo? Faz-me rir. Homens há aos montes e embora o príncipe como sempre falo não exista, é fato que haverá alguém melhor do que esta criatura que lhe deixa cada vez mais solitária, mesmo estando acompanhada. Por mais que a sociedade nos imponha um amor, é melhor ficar sozinha do que acompanhada apenas da ingratidão.(MP)

1 de novembro de 2009

Pausa para o café

Amor Epidérmico

Seus pais foram jantar fora e deixaram o apartamento só para você, seu namorado e a tevê a cabo. Que inconseqüentes! Em menos de um minuto vocês deixam a televisão falando sozinha e vão ensaiar umas cenas de amor no quartinho dos fundos. De repente, escutam o barulho da fechadura. Seu pai esqueceu o talão de cheques. Passos no corredor. Antes que você localize sua camiseta, sua mãe se materializa na porta. Parece que ela está brincando de estátua, mas não resta dúvida que entrou em estado de choque. Você diz o quê? Mãe, a carne é fraca.

A desculpa é esfarrapada mas é legítima. Nada é mais vulnerável que nosso desejo. Na luta entre o cérebro e a pele, nunca dá empate. A pele sempre ganha de W.O.

Você planeja terminar um relacionamento. Chegou à conclusão que não quer mais ter a seu lado uma pessoa distante, que não leva nada à sério, que vive contando piadinhas preconceituosas e que não parece estar muito apaixonado. Por que levar a história adiante? Melhor terminar tudo hoje mesmo. Marca um encontro. Ele chega no horário, você também. Começam a conversar. Você engata o assunto. Para sua surpresa, ele ficou triste. Não quer se separar de você. E para provar, segura seu rosto com as duas mãos e tasca-lhe um beijo. Danou-se.

Onde foram parar as teorias, os diálogos que você planejou, a decisão que parecia irrevogável? Tomaram Doril. Você agora está sob os efeitos do cheiro dele, está rendida ao gosto dele, está ligada a ele pela derme e epiderme. A gravação do seu celular informa: seus neurônios estão fora da área de cobertura ou desligados.

Isso nunca aconteceu com você? Reluto entre dar-lhe os parabéns ou os pêsames. Por um lado, é ótimo ter controle absoluto de todas as suas ações e reações, ter força suficiente para resistir ao próprio desejo. Por outro lado, como é bom dar folga ao nosso raciocínio e deixar-se seduzir, sem ficar calculando perdas e danos, apenas dando-se ao luxo de viver o seu dia de Pigmaleão.

A carne é fraca, mas você tem que ser forte, é o que recomendam todos. Tente, ao menos de vez em quando, ser sexualmente vegetariano e não ceder às tentações. Se conseguir, bravo: terá as rédeas de seu destino na mão. Mas se não der certo, console-se. Criaturas que derretem-se, entregam-se, consomem-se e não sabem negar-se costumam trazer um sorriso enigmático nos lábios. Alguma recompensa há de ter.

Martha Medeiros

26 de outubro de 2009

Bate-cabeça

1. Por que homens se acham no direito de roubar um coração sem realmente quererem se envolver?

A tese que nós estamos preocupados com quantidade ao invés de qualidade não tem meu apoio. O homem quando descobre um amor verdadeiro se entrega sem medo. As histórias de amor provam isso, mas, vale lembrar que, muitos homens e mulheres descobrem o amor após muitos insucessos. Uma visão machista diria que os homens “roubam” corações, porque as mulheres não têm a capacidade de conquistá-los de verdade. O homem não resiste a uma pessoa que lhe complete verdadeiramente.

Vejo muitas mulheres doando-se por inteiro para que a relação dê certo, mas não parece ser jamais suficiente. Nem toco apenas no mote traição que continua imperando como comportamento normal entre as pernas, entre a maioria, mas pelo egoísmo, umbiguismo, auto-suficiência. Realmente uma visão machista diria que mulheres não sabem conquistar o coração dos homens, mas como seria esta conquista? me ame, mas me deixe ser individualista como já sou? Isso não me parece uma relação de mão dupla, ou muito menos uma relação.


2. Acredita que algum homem no mundo não caia em tentação quando uma mulher demonstra interesse por eles? (mesmo amando a namorada/esposa)?

Que pergunta cavilosa! Essa merecia páginas e páginas de explicações. O ser humano gosta de se sentir desejado. O ego agradece. O problema é quando nos deixamos levar por interesses alheios e, realmente, nós homens temos esse problema. A vida é cheia de situações que são como armadilhas e, por isso, temos, por obrigação, saber nos desvencilhar delas. A vida pode nos ensinar e até nos punir, mas também pode nos recompensar. Nós homens podemos ser duros e intransponíveis como uma rocha, depende de cada um.

Não creio ser preciso uma resposta longa, o caráter existe ou não existe, simples assim.


3. Quando estarão um dia maduros o suficiente para assumirem relações sérias como casamento?

É uma questão muito particular de cada pessoa. Uns atingem a maturidade pessoal muito antes da maioridade, enquanto outros não a alcançarão tão cedo. Essas coisas não têm dia nem hora para acontecer. Eu diria que os homens pensam no presente e as mulheres, em geral, têm uma propensão de pensar no futuro. É uma questão de ponto de vista. O casamento para os homens acontece naturalmente.

O curioso é que os homens enrolam, embromam até decidir a hora em que Eles querem casar. Sequer cogitam a possibilidade das mulheres não quererem. E as que querem este compromisso são meros enfeites se estante esperando seu lugar na fila da igreja?


4. Por que as mulheres pensam que todos os homens são iguais?

O inconsciente feminino tem dessas coisas – mitos, lendas e opiniões ilusórias. Os homens não são iguais e nunca o serão. Elas enxergam e divulgam o lado podre dos homens, no entanto, esse é apenas um lado da moeda. A culpa é da sociedade machista que sempre permitiu que os homens agissem livremente, impulsionado por interesses pessoais e até promíscuos, entretanto, com a liberalização feminina vemos que estamos todos “no mesmo barco”. Os homens e as mulheres são iguais.

Por anos a mulher viu o homem como aquele que pula a cerca, apenas um provedor financeiro e "fazedor"de filhos e alguém que troca lâmpada muito bem. Mas os homens são mais que isso e as exceções ao senso comum de que todos são grosseiramente iguais cai por terra a cada novo gesto sensível e passos de fidelidade e carinho. E os que saem da mesmice dos exeplos rudes, são maravilhosamente atraentes.


5. O que é mais importante num relacionamento: dinheiro, status social ou beleza?

O mais importante é sempre o amor. O dinheiro não compra nenhum amor. O status social não é garantia de sucesso no relacionamento. E a beleza é temporária. O tempo é implacável conosco, pois ficamos velhos, com a saúde lesada e limitados fisicamente, por exemplo. O verdadeiro amor, ao contrário, é perene. Ele não se entrega a modismos ou situações problemáticas. O resto ajuda, mas não são mais do que pequenos acessórios num relacionamento – são como penduricalhos numa árvore de natal, entende?

Amor e companheirismo. Por mais que tenha dinheiro, status e beleza, quantas plásticas, carros e cabelos sedosos serão precisos para olhar para o outro e dizer verdadeiramente 'eu te amo' ao fim da vida juntos?E de que valerá isso tudo se nem mais lembrarem para que serve? Um carro todos compram, um amor poucos têm.


6. Por que as mulheres sempre têm a necessidade de perguntar se os seus parceiros as amam (mesmo quando está tudo bem)?

A reafirmação é uma característica do amor que está muito mais presente nas mulheres do que nos homens, a meu ver. O importante é haver diálogo e “jogo aberto” entre o casal. Eu gosto de discutir a relação, mas sei que a classe masculina não partilha da mesma atitude; mesmo assim, acredito que as mulheres estão certas em perguntar se os seus parceiros ainda as amam.

Quem pergunta quer saber, se quer saber é porque tem dúvidas, se tem dúvidas é porque não possui um companheiro capaz de fazê-la segura no relacionamento do contrário, eu afirmo, elas não perguntariam. A solução é simples: conquiste-a todos os dias. E se você pensou nesta resposta e achou um absurdo, não está amadurecido o suficiente para amar e ser amado.

19 de outubro de 2009

Pausa para o Café

Não te quero - Pablo Neruda



Não te quero senão porque te quero,

e de querer-te a não te querer chego,

e de esperar-te quando não te espero,

passa o meu coração do frio ao fogo.



Quero-te só porque a ti te quero,

Odeio-te sem fim e odiando te rogo,

e a medida do meu amor viajante,

é não te ver e amar-te,

como um cego.



Tal vez consumirá a luz de Janeiro,

seu raio cruel meu coração inteiro,

roubando-me a chave do sossego,

nesta história só eu me morro,

e morrerei de amor porque te quero,

porque te quero amor,

a sangue e fogo.

12 de outubro de 2009

A infância já passou

A infância é uma fase linda, encantadora, maravilhosa e que deve ser bem aproveitada. Quando criança, alguns erros ainda são permitidos, afinal, a pessoa está em fase de descobrimento e crescimento, além do reconhecimento de si mesma. Mas, a infância só vai até os 12 anos – não adiantam brigar comigo, está na lei – e somente até os 12 anos, e nem adianta espernear.

Se você passou dessa idade, é bom encarar a vida como deve: seja um adulto amadurecido, ou pelo menos um adulto. Não há mais espaço para atitudes infantis, muito menos para mamãe passando mão na cabeça de marmanjo algum, a hora é de tomar conta do próprio nariz e de outras pessoas que vão precisar de você.

Bom humor é fundamental, mas isso não significa que você tem que incorporar um palhaço e tirar brincadeiras sem graça a todo instante. Ter espírito de criança e manter a alma leve é super importante, mas isso não quer dizer que você possa sair por aí brincando com as emoções alheias e muito menos tendo comportamento de uma criança sem comprometimento e responsabilidade. Modere e saberá como usufrui de sua fase o melhor que ela pode dar, mas, por favor, lembre-se que gritar mamãe para tudo é uma ofensa para ouvidos mais sensatos. (MP)


**


Os psicólogos conceituam a imaturidade como “um desnível entre a idade cronológica e o comportamento”, ou seja, nada de novidade para a sabedoria popular. Eu, você e qualquer pessoa sabemos disso, porque as provas “vivas” da imaturidade estão espalhados e agindo sobre os relacionamentos amorosos. A maturidade vem para todo mundo, mais ou cedo ou mais tarde, mesmo que seja na véspera da morte. Um assombro, não é mesmo? O pior é conviver com uma pessoa não madura.

Os sinais de comportamentos instáveis num relacionamento são evidentes. Os exemplos? Aos montes: as crises de ciúmes, as críticas desmedidas ao parceiro, as mentiras, as omissões ou tergiversações inexplicáveis, os comportamentos intempestivos ou inconsequentes, os joguinhos psicológicos (ameaças, discussões, birras e até chantagens emocionais) e mais uma séria de coisas que dinamitam qualquer relacionamento. O tempo de criança acabou.

O relacionamento pode ir do céu ao inferno – sem pausas e paradas para respirar –, dependendo das nossas ações. A maturidade é sinal de experiência, tal como andar de bicicleta: muitas vezes, é preciso cair, machucar-se muito antes de equilibra-se e mover-se com desenvoltura. O amor é igual. A fórmula mágica do sucesso ainda não foi inventada, portanto, a saída é continuar evitando as armadilhas que a vida nos coloca e, claro, continuar andando de bicicleta – e com rodinhas se puder! O relacionamento agradece! (CE)

4 de outubro de 2009

Queda

Tenho queda por franja de lado e por nariz meio grande. Por voz rouca e pé bem cuidado. Por pouca maquiagem e sandália rasteira. Por bota clássica, vestido leve, blusa com ombro de fora e olhos que sorriem.Tenho queda por cabelo curto, por rabo de cavalo alto, por presilhas no topo, por nuca à mostra. All-star, jeans e covinhas. Por mulher que gosta de sushi, fala de cinema, escuta jazz e não tem frescuras.

Tenho queda pela graciosidade das de 20, pelo desembaraço das de 30. Por aquelas que, educadamente, fingem não notar o flerte e retribuem o olhar com delicadeza. Por mão nas madeixas, pela malícia de um decote, por não que é sim, por tatuagem no pé (que sobe pelo tornozelo), colar rústico e calcinha sunquini.

Tenho queda por mulher que cozinha, que aprecia bom vinho, se espreguiça devagarinho e quer companhia pra ir ao mar. Ri de piada sem graça, topa fazer nada junto, entende piada elaborada, solta os ombros para trás e acaricia a minha nuca enquanto dirijo.

E ao mesmo tempo em que tenho queda por todos esses pormenores encantadores, já há muito não caio...(Gustavo Jaime)

28 de setembro de 2009

Machismo X Evolução


Machismo, ou chauvinismo masculino, não é uma invenção recente, ele tem suas raízes fincadas na antiga cultura greco-romana. A mulher era “propriedade” do homem, tal como uma roupa, um instrumento de trabalho ou coisas do gênero. Um tempão atrás, mas, até hoje, produz ruídos e faíscas entre homens e mulheres, em especial, porque não é possível discutir a questão sem adotar um dos lados. O meu ponto de vista é claro e irei resumi-lo (ou tentar, é claro), nas linhas que se seguem.

Eu sou machista, sim, e não nego a minha tradicional árvore genealógica nordestina, e, naturalmente, não concordo, embora respeite, com muitas das idéias e das ações da mulher “moderna”. Os meus antecedentes sempre deixaram o papel feminino na sociedade muito claro: casa, reprodução e educação da prole. Um exagero é verdade, mesmo assim, ainda cultivo muitas das doutrinas antigas com muito apego. As minhas idéias envelheceram (ou será amadureceram?) antes do meu corpo.

As nossas mães, tias, avós e outras mulheres lutaram, arduamente, por um espaço maior na sociedade e nos relacionamentos, entretanto, aposto eu, que elas nunca pensaram que veríamos mulheres seminuas em público ou mulheres disputando, palmo a palmo, com os homens no quesito traição, por exemplo. Mulheres, vocês podem (e devem) conquistar o lugar que lhes é de valor, mas, por favor, não copiem os nossos erros! Evolução, eis a
palavra! (CE)

**

Respeito muita gente, outras suporto. Dou espaço para quem quiser conversar comigo sobre qualquer assunto. Puxe uma cadeira e seja bem-vindo. Mas, deixo um aviso: não me venham com palavras miúdas, pobres, chulas, ou machistas. Apenas colocarei seu caráter e inteligência à prova, nada mais. Seja sucinto, inteligente e cordial, já tenho idade suficiente para saber o que me vale a pena.

Os machistas? Exemplos de meus contrários de carteirinhas. Já passei por muitas situações que me fizeram não conseguir respeitar pessoas preconceituosas, vazias e intransigentes. São egoístas e incômodos. Machistas e micromachistas são provas perfeitas da imaturidade do ser humano. Além de não terem conteúdo em seus discursos falidos, mostram-se pequenos, com piadas baixas e medo das respostas.

Esses minimizam mulheres como se fossem meras carnes vestidas. Submetem esposas, namoradas, filhas e irmãs a discursos generalizados de submissão e falta de respeito ao próximo. Acham-se superiores por um simples órgão que possuem de forma diferenciada. Isso o faz melhor que alguém?

Não apenas homens, mas mulheres também mostram-se machistas, em uma contradição própria da falta de amor próprio. Comodismo? Submissão? Talvez, ou talvez simplesmente preguiça de pensar e se valorizar. Hoje um homem, amanhã uma mulher. Mesmo para quem não crê em novas vidas, que o tragam amanhã com um novo sexo, deveria crer na inteligência e no respeito, de repente usá-los seja benéfico a você mesmo.

Ps: se acham que peguei pesado, tentem ser por um dia uma mulher em um mundo machista! (MP)

20 de setembro de 2009

Pausa para o Café

O Blog inicia nova fase. Agora, para quebrar discursos, imagens, simbologias e palavras muitas vezes impactantes, daremos um relaxamento a cada 15 dias com dicas leves e textos romanceados sobre relacionamentos. Boa leitura!

Saber Viver


Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar

Cora Coralina

13 de setembro de 2009

Vamos falar de amor

Amor é fogo que arde sem se ver, e como arde! Um sentimento que deveria ser celebrado a cada segundo, a cada sorriso, a cada beijo, memória e suspiro. É o que de melhor a vida nos traz. Dá carinho, rebuliço na cabeça, borboletas no estômago, pulsar forte do coração e sentido a muitas vidas. Sim, muitos se tornam bobos, mas quem não quer ser um bobo feliz?

Amor é ferida que dói e não se sente, ou pouco se sente. Sofremos, suamos, desatinamos, mas ele é lindo e essencial, não há como negar. Pode ser dolorido em alguns momentos, mas isso por culpa da insensatez humana que não sabe valorizá-lo como se deve. E existe quem não esteja disposto a vivê-lo, mesmo que sujeito a uma dorzinha aqui e acolá?

Amor é um contentamento descontente em que estamos sempre em busca de mais, mais amor, mais abraços, mais da mágica que ele nos traz, em uma caminhada que nos presenteia com um final sincero, cheio de razões, emoções e vida, nesta dor que desatina sem doer. Falemos e vivamos o amor, infinitamente. (MP)


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O amor, apesar dos seus mistérios, ainda é o assunto mais clichê para se discutir na roda de amigos, em casa, na Internet ou em qualquer lugar desse mundo, mas, pelo visto, sempre será um enredo insuperável e continuará martelando nas novelas, na conversa de vizinhos e no nosso cotidiano. O assunto rende, e muito! O importante é falar de amor, porque, querendo ou não, ninguém vive sem amar, como João que ama Maria, que ama Roberto, que ama Luciana, que ama a solidão, que nos assombra.

A minha história de amor começou de um jeito simples, como na maioria dos casos de amor: um papo bacana que virou outro, e mais outro, e virou interesse, e virou paixão, e virou amor de verdade, simples não? O amor despontou e ganhou forma e cor com semelhanças, manias, vivências, percepções e muitas descobertas e aprendizados, e, entre idas e vindas, minha jangada atracou nesse porto seguro chamado felicidade. Eu desejo que você, caro leitor, tenha a mesma sorte que a minha.


Enfim, o amor é muito mais do que um sentimento, aparentemente, inexplicável: é um estado de espírito. Um estado que nem mesmo os cientistas, os médicos, os matemáticos, os arquitetos conseguem esmiuçá-lo. O amor é experiência de vida e, por isso, quanto mais o discutimos, mais queremos explicações acerca dele, mesmo que sejam as mais desvairadas, ou como recitara o poeta, “ainda que falássemos a língua dos homens e dos anjos, sem amor, nada seríamos”. Então falemos de amor!(CE)


7 de setembro de 2009

Independência ou Morte?

Independência ou morte, ou será morte à independência, caro leitor? A independência, a meu ver, tem as duas faces: aquela positiva com a qual, rotineiramente, sonhamos, e aquela negativa que deixa os seres humanos autossuficientes e individualistas, conduzindo-os para uma arenosa impressão de liberdade. A liberdade amorosa, resumindo-a, é poder agir livremente de acordo com a nossa consciência, e ser obrigado a agir apenas naquilo que o convívio amoroso nos impõe.

Quem quer ser dependente? Quase ninguém. As pessoas querem ser independentes, mesmo que não saibam o sentido disto, mas os relacionamentos têm algo de muito importante que poucas pessoas notam, ou quando notam se sentem incomodadas: os limites. Eles determinam a medida certa das nossas posturas, comportamento e ações, pois um relacionamento envolve duas partes (eu e você, ou você e outra, ou um terceiro e outra pessoa, e assim por diante) com gostos e pensamentos distintos.

E, realmente, os limites nos importunam, já que nos dizem como devemos, ou como deveríamos, agir – por isso, muito cuidado, porque a independência é uma conquista apetecível, mas viver uma vida completamente independente e desregrada não é não, principalmente porque quem decidiu levar uma vida a dois não pode nem pensar em grito de independência, uma vez que estará eternamente preso pelos laços do amor! É isso ou morte! (CE)



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Seja independente, estando ou não namorando. Não dependa do outro e não o coloque como detentor de sua felicidade. E isso na área financeira, emocional, racional. Sim, seja também livre, pois a relação não é e nem deve ser uma prisão e quando assim aparentar, melhor fugir antes que seja perdida a chave. Mas, não exceda! Nem liberdade em excesso e muito menos independência desmedida são aceitáveis. Passam dos muros do "a dois" para o "apenas um" e um egoísta + um é igual a zero.

Jamais esqueça que sua independência e liberdade não devem interferir de forma negativa na liberdade do outro. Se quer sair sempre, não telefonar, não perguntar e apenas comunicar suas vontades e atos, por que se dispõe a namorar? Continue com seu umbigo, pois parece ser o melhor companheiro para alguém autossuficiente.

Se deseja independência desmedida, é sinal que não está preparado para uma relação verdadeira e sólida. Amadureça um pouco mais, reflita e somente depois se disponha a amar, pois colocar-se como única pessoa importante e com vontades na relação, é um erro que muitos cometem, mas poucos tem a coragem de reconhecer. (MP)

30 de agosto de 2009

Um basta

Um rabo de saia, uma tentação e puf! Caem alguns homens na vala comum dos traidores. Será que creem que não podem desperdiçar a oportunidade ou será pelo fato de que terão assunto para a próxima mesa de bar com os machos amigos? ou seria isso tudo pela simples falta de caráter? O certo é se a relação anda ruim, eles não pensam duas vezes na hora de pular a cerca, ao invés de conversar ou terminar honestamente, preferem a traição.


Um passarinho me falou que homens só terminam um namoro ou casamento, por pior que esteja, se tiverem outra já em suas vidas. Seria a coragem vinda apenas da segurança de ter outra, de não estar só, de não sair por baixo da relação? Honestidade manda lembrança e leva alguns homens a se rebaixarem à generalização que os acomete: que todos são iguais, traem e mentem. Se você é dos que acham que um homem tem direito a procurar outra, estando comprometido, não adianta continuar a ler estas linhas, pois seu vocabulário não deve ir além do Uga-buga.


Sejam sensatos, honestos, conversem, dialoguem. A relação tem todo o direito de estar ruim, somos seres suscetíveis a defeitos. Se não dá mais, e está insustentável, essa é a hora de você ser coerente com seu status (sou homem!) e terminar a relação. Deixem-se livres para encontrar os verdadeiros pares, ao invés de continuarem numa mentira morna para ambos. Animais irracionais agem por instinto. A maioria dos animais age por instinto. O que se conclui daí é com você, caro leitor. (MP)

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O relacionamento amoroso nada mais é do que um autêntico negócio, mais ou menos como vender carros, sandálias, jóias, artigos para o lar, frutas, e assim por diante. O investimento amoroso deve (imperativo!) gerar retorno, caso contrário, “baixamos as portas” e caçamos um novo meio de garantir a nossa sobrevivência. Os contratos, inclusive amorosos – e casamento também é um legítimo contrato –, estão sujeitos a rescisões e aos rompimentos. A questão é como e porque isso acontece.


Os homens são mais práticos nessa coisa de avaliar retornos. Veja comigo, caro leitor. O relacionamento está gerando receitas, quer dizer, satisfação, felicidade e respeito? O lema masculino é prosperar, embora muitos homens ainda entendam que isso seja sinônimo de quantidade, ao invés de qualidade, criando, invariavelmente, desavenças. O nosso pecado é “iniciar” um novo negócio sem encerrar o antigo. O amor não aceita matriz e filial, muito menos concorrência, ou melhor, esposas ou namoradas e amantes.


O nosso interesse é a felicidade, no entanto, se não a encontramos na atual companheira, vamos, sim, atrás de novas alternativas, ainda que muitas vezes as mulheres não nos entendam. O paradoxo é que nem sempre os novos caminhos estão visíveis e acessíveis; nesse caso, insistimos na atual parceira, mesmo que o relacionamento esteja “gelado” e sem graça. E, mulheres, não digam, por favor, que nós homens somos “interesseiros”, pois vocês também têm os interesses de vocês. É isso. (CE)

24 de agosto de 2009

Pena sua


O interesse na pessoa acabou? A verdade tem que ser dita. A hora é de terminar com o relacionamento? Você deve terminá-lo. Está se sentindo inseguro? Converse. A piedade no relacionamento é como uma caridade. Eu, você e nenhuma outra pessoa nesse mundo precisamos disso, mesmo que os dedos sejam apontados e as farpas sejam atiradas. O amor não sobrevive de esmolas. Eu, pelo menos, não necessito disso. E você, caro leitor? Eu aposto que também não.


O amor é fertilidade de propósitos e ações verdadeiras e requer, além disso, postura decidida, ereta, sem quaisquer hesitações; no entanto, somos adultos e, naturalmente, estamos sujeitos a mudanças de idéias e de comportamentos, inclusive erros, mas a verdade não pode ser mascarada e velada – jamais! A compaixão e a solidariedade são para ocasiões extraordinárias e pessoas merecedoras, então, guardemo-las para as horas certas.


O tempo é muito escasso para gastarmos com pessoas e momentos que não são os melhores para nossa vida, por isso, comigo essa coisa de “pena” não tem vez: digo e, digo mesmo, sem rodeios e meias verdades. O amor é rotina, um encontro constante, momentos habituais, uma vida única que não pode ser persuadida por ilusões. Nós não podemos nos sentir vítimas ou escravizados pelas nossas inseguranças ou pelos erros de nossos companheiros. (CE)


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Quem tem pena é galinha. Como não boto ovos e muito menos cacarejo, sinto informar que ter pena não é comigo. Quando verdadeiro o amor é algo sublime, poético, sincero, humilde e libertador. Há condescendência, cede-se em muitos pontos, equilibra-se em vários outros e nos moldamos à personalidade e jeito do parceiro, mas pena não é exatamente o sentimento esperado numa verdadeira e sólida relação.

Ter pena de alguém e por isso assumir um amor, uma paixão, um casamento, não é bem o ideal para uma relação. Nela haverá mentira para o outro e para si mesmo ao fingir que a pena dá uma canja parecida com o amor. E é nessa mentira que a base da relação será construída. Verdades devem ser ditas para o bem da relação. Não adianta prolongar o erro de ter pena, ele não vai ser apagado por uma borracha invisível.


Ilusões podem ser poéticas em músicas românticas, mas na vida real enganar-se de que ao ter pena do outro se poderá construir uma relação de verdade é fazer papel de bobo. E um bobo com penas não terá muito crédito de quem quer que seja. (MP)

16 de agosto de 2009

Sugiro que me respeite

Sou exigente. Nunca neguei. Cobro como me cobram, e não tenho papas na língua quando é hora de pedir a reciprocidade daquilo que emito. Por que digo isso? Para esclarecer que o respeito é item básico no meu caderninho de exigências e quem quiser fazer parte de minha vida é obrigado a me respeitar.


Sem o respeito o amor não rende, a honestidade não existe e as mazelas são o arroz e o feijão do cotidiano, sem sal algum ou pimenta para temperar sua vida. Se você é partidário dos insossos vá em frente, mas se é dos meus, que marca os passos da vida com realizações e não fugas, não viverá sem respeitar ou ser respeitado.

Mentiras, fugas, provocações, escapulidas, desonestidade, ausência não são e nunca serão sinais de respeito. Sabendo disso, avalie em que nível de involução você está. Do contrário, meu bem, a reação será igual ou de maior força àquilo que você provocar. Se você não sabe, faço o favor de lhe esclarecer que não adianta tentar enganar, pois o mundo dá voltas e, dependendo das suas ações, quem está hoje de frente para você amanhã serão meras costas. (MP)



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O respeito é bom, é ótimo, e dele todos nós gostamos. O respeito é o cartão de visita de qualquer sujeito minimamente educado e não deveríamos perdê-lo de vista em nenhuma situação, mas cultivá-lo com esmero. O amor nunca é demais no relacionamento, mas é, com certeza, insuficiente para sustentar uma vida amorosa. O amor é construído de muito respeito e praticado nas nossas ações diárias, pois, como sentencia o brocardo, “é dando que se recebe” – simples assim.

Eu, no auge do meu jeitão imperioso, não aceito viver sem respeito e qualquer vestígio de insegurança é sinal que está na hora de repensar o relacionamento – ou respeita, ou fica sem, não tem terceira opção, por isso, a vigília é intensa. O meu tempo é muito precioso para desperdiçá-lo com investidas aventureiras. A prática do amor é o respeito. A minha sorte é que, apesar das minhas manias e chatices, encontrei uma pessoa que entende o valor da palavra respeito e aceita o meu sobredito “jeitão”.

O respeito é aquele ingrediente indispensável a qualquer relacionamento, quer seja amoroso, quer não o seja amoroso, porque é a condição mínima da nossa vivência como irmão, estudante, namorado, marido, empregado. Você respeita e será, logicamente, respeitado. A situação não importa: o respeito tem que estar sempre presente, principalmente, na intimidade da vida a dois. O pacto do amor agradece! (CE)

9 de agosto de 2009

Comporte-se!

O amor é comportamento. Essa é uma verdade absoluta – dita, comprovada, mas, lamentavelmente, pouco disseminada na cabeça das pessoas. O amor é humildade, paciência, lisura, compromisso, respeito, perdão e muitas outras qualidades morais que ocupariam, por completo, esta página. A questão, no entanto, é mais complexa. A vida pede atitude, e um sentimento sem ação e atitude adequadas não vale nada! O amor nasceu para ser praticado e conjugado na nossa rotina e nas nossas escolhas.

Eu diria, sem excessos, que o amor é a parte teórica e abstrata, e o comportamento é a parte prática, porém intrigante, dos relacionamentos amorosos. A maneira como agimos diante de determinadas situações e de certas pessoas é que molda a qualidade do amor, porque as nossas ações e os nossos comportamentos sempre se impõem às nossas palavras, ou como, cirurgicamente, resumira o poeta: “As palavras? Essas, o vento as leva”.

O amor não nasce acabado e com um laço vermelho na embalagem. Ele, na verdade, é construído de pedra em pedra, lentamente, muitas vezes com doses desgostosas de suor, lágrimas e até sangue, mas se lembre de uma coisa: nós somos os guias do nosso destino, mais ninguém! As pedras que usamos para edificar nossos relacionamentos são as mesmas que nos revelam um palácio indelével ou um castelo de areia o qual, na primeira ventania, se desmancha. Os comportamentos dizem tudo! (CE)

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Ágape é uma das palavras gregas para o amor. Trata-se, entre outros conceitos, do amor incondicional. O que é dado sem exigir nada em troca. Sim, aquele mesmo que vemos em contos de fadas e romances e que achamos impossível que ocorra em nossas vidas. Tolinhos, mal sabem que só dependem de vocês ou melhor, dos seus comportamentos, a realização deste desejo.

O amor é um comportamento, não um sentimento. Dizem por aí que não podemos controlar o que sentimos, mas podemos controlar como nos comportamos em relação ao outro. Embora discorde da primeira sentença, por achar que o autocontrole pode ser exercido, concordo com a manifestação pelo comportamento. Como você se comporta em relação ao outro, como o escuta, como o entende, como procura pelo menos entendê-lo, como o recebe, como doa seu amor a ele, como o acalenta, definem como seu amor será em relação a ele, e por consequência conceituam também o amor recíproco.

Se têm dúvidas em relação a esta afirmação, pensem em um casal apaixonado. No inicio a paixão parece ser o único alimento necessário para a sobrevivência. Como defeitos não são vistos e tudo é positivo, a miopia amorosa é algo comum. Não há, portanto, a necessidade de construir um comportamento que vá além dos beijos, declarações e abraços.

Com o término deste sentimento, o que resta se não souberam ou não souberem dar bases e se comportar de forma educada, equilibrada, compreensiva sobre problemas com o outro? Por mais apaixonados que estejam não terão forças para suportar a falta do que julgavam o tempero de suas vidas. Vai a paixão, fica o término. Dica? Comportem-se. Cuidem-se. Entrem do perigoso mundo da paixão com munição de comportamento, antes que saiam dela com uma mão no peito e outra na testa. (MP)

2 de agosto de 2009

Você não vale nada, mas eu gosto de você


Ser bom é ótimo, sem bonzinho é péssimo. Uma coisa é você estar disponível, doar seu sentimento e tempo, ser parceiro, cuidar, dedicar-se, ouvir, se fazer presente e tudo isso com reciprocidade. Outra bem diferente é ser submisso, escravo de uma relação, fazer sem receber nada em trocar, saber de escapulidas e pior, achar que tudo isso é normal. Em que mundo isso seria normal? Pois no mundo das pessoas com caráter isso não é visto com bons.

As testas não foram feitas para serem suporte de coisas. Claro, suportamos óculos, chapéus, tiras, viseiras, mas nada muito pontudo além disso. Assim, não abra exceções para não se arrepender do peso que carregará depois. Se a pessoa não vale um tostão e você sabe disso, tenha certeza que seu valor deve ser o mesmo ou pior do que do seu parceiro. Já viu um bonzinho ser admirado, exemplificado, celebrado? Pois bem, seja um bom parceiro, mas não tente igualar-se aos bonzinhos que foram passados para traz por muito pouco ou muito poucas.

Submissão não cai bem nem na ficção. Abra o olho antes que a única coisa que lhe sobre seja a dor na testa e a repetitiva música a ecoar em sua cabeça – agora mais real do que nunca. (MP)


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Eu sou radical mesmo, conservador, cabeça-dura, as minhas idéias a respeito do comportamento dos inquilinos deste mundo são de outras épocas, ou melhor, ultrapassadas, antiquadas, arcaicas, ou como queiram rotular os mais “moderninhos” e os porta-vozes de um planeta mais liberal e igualitário – imagino até que deveria ter sido concebido muito antes de hoje. A minha vez de viver não era agora, invariavelmente!

A minha cabeça, dita fora de moda, não entende como mulheres apanham de maridos covardes, ou aceitam namorados com fichas extensas de casos extras, ou mesmo perdem tempo choramingando pela perda de uma pessoa que não vale nada. A vida pede respeito, atenção e companheirismo, isso é imperativo, obrigatoriamente, sem outra opção, qualquer coisa a menos é perda de tempo. As mulheres, nesse campo, ainda são a maioria dos desavergonhados omissos e, por isso, merecem uma chacoalhada.

Eu não vejo nenhum, nada, zero motivo, para uma pessoa sentir-se atraída por outra que, digamos, “não vale nada” – isso não entra na minha cabeça! O amor bandido é uma criação de uma meia dúzia de mal amados que não vêem o real sentido das coisas e que, na verdade, possuem um “dedo torto” para selecionar parceiros. Os encantos de um amor bandido não podem condená-los a viver perpetuamente fora da realidade, pois nesse caso quem vai ter que descobrir um outro planeta para viver sou eu! (CE)

27 de julho de 2009

Pessoas com validade vencida

O relacionamento amoroso é um produto com validade? O comodismo, a preguiça, os programas rotineiros, o desinteresse, as surpresas desagradáveis são provas que certas pessoas realmente possuem uma data de validade. Ela está estampada e muito nítida nos jeitos e comportamentos de uma grande parte de pessoas, e apenas não percebe quem não quer! E sem falar naquele grupo de pessoas em que o rótulo de validade está escondido, quase imperceptível, em letras miúdas.

A questão é: como e quando descobrir isso? O como é simples porque se a pessoa, a rigor, é “perecível” seus comportamentos a delatarão, mais dia ou menos dia. O problema é quando. Uma hora vai ficar nítido, isto é, o tempo vai desmascará-la sem dúvida, mas o ideal seria que isso acontecesse antes de qualquer envolvimento amoroso – e eu e você, caro amigo, sabemos que isso, na maior parte das vezes, não acontece, não estou certo? As pessoas gostam mesmo de se arriscarem.

Os relacionamentos então se deterioram e se partem, restando apenas uma desventura amorosa ou, como resume o poeta, “o amor é eterno enquanto dure”. A ilusão traiçoeira é acreditar que apenas o amor conservará o relacionamento – nada disso. O amor é apenas um item dentre muitos que mantém duas pessoas unidas, mas não é suficiente sozinho para durar a eternidade. O jeito é aderimos à moda reciclável, inclusive no amor, ou então vamos parar na sarjeta! (CE)


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Não sei você, mas eu tiro e sempre tirarei da minha vida as pessoas com data de validade vencida. Seja o relacionamento que for, se namoro, amizade. Sabe quem não fede nem cheira? Pois é, estes são indiferentes para mim e, portanto, não merecem estar em minha vida.

Gente que não contribui ou acrescenta ou pior, atrapalha, trazendo energias no mínimo perturbadoramente negativas têm sim sua validade vencida. Tiro do caderninho com a mesma consideração que deram a mim. E não se falam de rogados achando que nunca fizeram isso em suas vidas. Pense naquela pessoa que lhe azucrinava a paciência, promovendo brigas, conversas miseravelmente infelizes com pessimismo ou fofocas e que hoje você sequer lembra o sobrenome? Pois bem, seja bem-vindo ao grupo dos sensatos.

Se você quer me manter em sua vida, aja de acordo. Seja presente, conquiste, não suma e muito menos me trate como se eu não existisse. Lembre-se que o olho por olho dos dias atuais pode ser muito pior do que antes.

Aqui deixo então nossas condições: Não nos tratem como coisas. Não somos feitos para sermos usados. Portanto, antes de entrar nas nossas vidas pensem bem se farão alguma diferença. Do contrário, poupem-nos do trabalho de retirá-los pela validade vencida. (MP)

19 de julho de 2009

Não é quem. É quando

Eu tenho um poema. E parece pretensão começar um texto assim. Mas eu tenho um poema, que foi escrito dias antes do embarque a Portugal e fala justamente sobre o que mexe comigo nove meses depois.

O poema trata de encontros e desencontros, mas não é o assunto principal. O assunto principal é o tempo. O tempo quando ele não é o mesmo para duas pessoas.

Isso é o que tem me fascinado, apesar de eu já ser um burro de carga do tema. E então aqui está o poema:

Este tempo que foge pra todos
Fugiu pra gente também
Tempos distintos
Tempos aquém
De tempos em tempos
O amor vai e vem
A gente nunca sabe
Quando passa outro trem

Neste jogo romântico da entrega, do dar e receber, do esperar que se tenha, do ter sem espera, do cobrar e ser cobrado, do amar e ser amado... enfim, nestas duas solidões que se abraçam e se deglutem (créditos e palmas a Drummond), o sentimento é falso protagonista.

Espera lá... nem tanto. O sentimento é daqueles protagonistas pré-definidos, a quem criam o roteiro. Mas o tempo entrou na trama também, e conquistou espaço, adquiriu importância, rouba cada vez mais atenção.

Foi em um filme qualquer que ouvi: “Não é quem, é quando”. E até pausei a película para refletir sobre o riscado. A gente está tão inserido no contexto do amor, nesse romantismo todo, que parece que a vida é uma peregrinação fluida para atingi-lo.

Estudamos, aprendemos, trabalhamos, viajamos, nos exercitamos, lemos, jogamos, comemos, nos divertimos, contemplamos, nos preocupamos... e parece que no fim das contas é o amor que esperamos bater à porta – ou à janela, ou derrubar a estrutura com um aríete.

E eis que o tempo dita se o enlace vai ou não adiante. Não é o sentimento. É o tempo. Quem participa de momentos diferentes não interage. Mesmo para alguém abdicar de alguma coisa, a frequência precisa ser igual ou próxima.

“Não é quem, é quando”. Uma convenção que se calcifica em nós.
(Gustavo Jaime)

12 de julho de 2009

Caráter - onde está você agora?

Você conhece o Caráter? É um rapaz gente fina que pouco é lembrando em rodas sociais, que dirá dentro dos relacionamentos. É um cidadão trabalhador, digno, honesto e que deveria ser mais valorizado, mas como tudo na nossa sociedade, por não ter uma imagem e um corpo tão atraentes, é deixado de lado sem o menor pudor. Você o viu por aí ou já o tirou de sua vida como muitos?

Homens e mulheres não têm mais o hábito de ter Caráter como amizade. Dizem que ele é demodè e que não podem ser vistos em sua companhia, dá vergonha. Outras moças foram chamadas para o substituir: a Traição, a Mentira e a Desonestidade são amigas de carteirinha daqueles que deixaram o Caráter de lado. Acham que estão abalando, só não sabem que serão, ao fim, todos frustrados em suas bases, amizades, namoros, casamentos, estando ao termino dos dias ao lado de uma outra jovem: a Solidão.

Não entro no mérito se são homens ou mulheres que estão mais sem caráter. Eles foram, afinal, ótimos professores. E, meus caros, se vocês ainda estão dentre aqueles que ainda acham que existem mulheres que podem igualar-se à falta de caráter de muitos homens, é sinal de que estão indo, enquanto elas já estão voltando. É, vocês têm muito a aprender sobre algumas das mulheres modernas.

O resultado é que vemos ambos tão assexuados com sua falta de decência que no fim o gênero não é mais o que importa. São pessoas que não enxergam além dos prazeres momentâneos e agem por puro instinto, aqueles velhos animais irracionais, Com o tempo ou lembraram do velho amigo Caráter por provar do próprio veneno ou por uma dor maior ainda. Chamo Aristóteles para o papo e finalizo este texto: "O nosso caráter é o resultado da nossa conduta. Só fazendo o bem se pode realmente ser feliz." Preciso falar mais alguma coisa? (MP)

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Mulheres, aviso-lhes de antemão: se não gostam de uma polêmica não prossigam nesta leitura. Stop! O meu texto está recheado de muita pólvora, querosene e, claro, uma verdade “explosiva e perigosa” – isso mesmo, o circo vai pegar fogo! Você quer uma opinião masculina sobre caráter? Os homens realmente não entendem muito a precisão do vocábulo, mas, logicamente, não estamos desacompanhados. As mulheres estão conosco, contudo não são quaisquer mulheres.

Um jeito Norminha de ser revela, mais e mais, um pouco do caráter do universo cor de rosa. Quem é Norminha? Uma personagem da novela global “Caminho das Índias” que, vamos dizer, é pouco devota ao marido e adepta de uma maneira heterodoxa de viver um casamento. Ah, você não é de assistir novelas? Eu a descrevo para você. A Norminha, meu caro leitor, é o pecado num corpo de mulher, vestida, ou melhor, forrada com roupas decotadas, insinuantes e dona de um caráter “mínimo”. O leitinho é a sua arma fatal!


O sonho de muitas mulheres (sem generalizar!) é sair do armário e partir para o ataque, destemidamente, como a personagem sobredita – muitas até seguem-na, no entanto, agem surdinamente, são mais cuidadosas, não é mesmo? O mau caráter, meu caro amigo, está igualmente partilhado entre homens e mulheres, e pega carona nas escolhas que realizamos diariamente, independentemente do gênero. As mulheres não são mais dignas do que nós homens – e nunca serão! As Norminhas não deixam dúvidas! Alegria, alegria! (CE)



5 de julho de 2009

Ele não está tão afim de você

Os sinais realmente existem? O interesse ou desinteresse e a alta ou baixa audiência do relacionamento podem ser medida? Sim. O amor e as mulheres nos cegam na mesma proporção, mas um pouco de experiência e observação, e vamos notar que elas também deixam rastros e pegadas enormes das mudanças de comportamentos, caro leitor. O negócio é ficar de antena ligada, porque o amor é um sentimento traiçoeiro ou muitas vezes insano e sem explicações aparentes.

A testosterona, pelo visto, é um grande remédio natural para os problemas do ego, já que nós homens somos, vamos dizer, mais “otimistas” por natureza. O nosso jeitão masculino de notar o interesse das mulheres, embora quase primitivo, continua reinando até hoje. Um recadinho ou uma espiadela mais atenciosa das mulheres, por exemplo, e o nosso nível de convicção está nas alturas. A prova mais cabal são as ligações repentinas delas, não é mesmo? A teoria masculina é indelével.

Os sinais também revelam, por outro lado, qualquer desinteresse ou desleixo no relacionamento das nossas companheiras. As mulheres, quando desinteressadas, ficam estranhas, desconversam, não ligam, ficam evasivas, podemos apostar inclusive que o relacionamento está no leito de morte. A sabedoria popular reza inclusive que “mulher é igual sombra, se você corre atrás ela foge, e se você foge, ela vem atrás”. O jeito é aprender a decifrá-las, já que elas não vêm com manual de instruções! (CE)


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Gosto musical à parte, sugiro escutarem a música "If I were a boy". Ela tem mexido com o brio e a segurança de muitos homens e uma reflexão é sempre válida. "If I were a boy" é um link para o assunto de hoje: Ele não está tão afim de você. O cara não lhe liga mais com tanta frequência, não chama para sair com seus amigos, não tem tempo mais para você, olha demais para outras mulheres, mostra-se o presidente da falta de caráter, não se mostra num compromisso sério, não fala de futuro, não lhe escuta e só reclama? meu bem, acorde para a vida, ele não está afim de você.

Se o namoro está começando agora, sugiro arrumar suas malas. Se já tem um tempo, sugiro a mesma coisa. Sabe a velha frase “não trate como prioridade quem te trata como opção”? Pois bem, você não é prioridade na vida deste cidadão. E por pior que seja a realidade, é melhor saber logo do que continuar num relacionamento que tende ao fracasso.

Homens são egoístas. Com algumas agradáveis exceções, claro. Olham apenas para o próprio umbigo, fazendo a relação ser agradável, sobretudo, a si e a seus interesses. Quando isso é minado, eles fogem sem remorso. Acham-se reis, e confiam em demasia no próprio taco. Esquecem-se, no entanto, que mulheres estão mais independentes e a cada dia com maior autoestima. Podem ser racionais, mas não quando se trata de irem atrás de outro rabo de saia, aí há similaridades com os animais, aqueles irracionais que agem por instinto. Assim, fique atenta aos sinais e saiba quando abandonar o barco e deixar quem não lhe merece à deriva.

Muitas pessoas continuam um namoro por interesses, pelo medo de estarem sós ou por mero sadismo em gostar de fazer o outro sofrer. Pois cá entre nós lhe digo: a vida não é uma máquina de torturas. Por que então você se permite sofrer tanto por quem não vale a pena? Saiba que muitos usam as pessoas e depois jogam fora como se fossem cadarços velhos. Você é um cadarço velho? Então por que continua amarrada a quem não presta e não lhe dá valor? Valorize-se! Não use uma tampa ralada enquanto pode tornar-se uma panela de pressão com a adaptação certa.


* Em resposta ao texto do meu caro colega, acima, lembro somente que camarão que dorme a onda leva.


1 de julho de 2009

Pausa para o café

Duffy : Warwick Avenue Lyrics

When I get to Warwick Avenue
Meet me by the entrance of the tube
We can talk things over a little time
Promise me you won't step out of line

When I get to Warwick Avenue
Please drop the past and be true
Don't think we're okay just because I'm here
You hurt me bad, but I won't shed a tear

I'm leaving you for the last time, baby
You think you're loving, but you don't love me
I've been confused, out of my mind lately
You think you're loving, but I want to be free
Baby, you've hurt me

When I get to Warwick Avenue
We'll spend an hour but no more than two
Our only chance to speak once more
I showed you the answers; now here's the door

When I get to Warwick Avenue
I'll tell you, baby, that we're through

I'm leaving you for the last time, baby
You think you're loving but you don't love me
I've been confused, out of my mind lately
You think you're loving, but you don't love me
I want to be free; baby, you've hurt me.

All the days spent together
I wished for better,
But I didn't want the train to come
Now it's departed -- I'm broken hearted,
Seems like we never started
All those days spent together
When I wished for better
And I didn't want the train to come

You think you're loving, but you don't love me
I want to be free.
Baby, you hurt me, you don't love me,
I want to be free; baby, you've hurt me.

28 de junho de 2009

Cupido eu sou

Cupido andava sempre com seu arco, pronto para disparar sobre o coração de homens e deuses. Teve um romance muito famoso com a princesa Psique, a deusa da alma”. Nunca andei por aí com arco, quem sabe o tenha substituído pelo papel e posteriormente pelo MSN, e também nunca tive romance com nenhum Psique, já paquerei alguns semi loucos, mas não a este ponto. Aqui, me assumo, no entanto, como uma cupida. Uma moderna cupida.

Já uni muitos casais. A maioria continua junto até hoje. Intuição, energia, chamem do que for, mas o certo é que geralmente acerto nas junções. Raro dois mais dois não darem quatro. Claro, às vezes o egoísmo impera e os dois geralmente viram quatro, ou três, mas daí já é desconstrução de caráter e nesse caso, não há energia que suporte.

Certo é que enquanto o amor existir e até que tenha amigos solteiros a fim de um relacionamento sério, estarei de cupido nesse mundo. Arco, MSN, cartas, telefone, seja a forma utilizada, que impere o amor e, se depender de mim, Cupido terá sua representante fiel. (MP)

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O empurrãozinho que une duas pessoas muitas vezes possui nome, sobrenome e endereço, mas a carreira angelical não é para qualquer um, pois aproximar casais, corações e sentimentos é muito mais do que apostar em coincidências ou coisas do tipo. O cupido é aquele sujeito capaz de radiografar, nos mínimos detalhes, os gestos, os esgares e as caretas que entregam, de antemão, quaisquer corações mais chamuscados. Haja competência, viu!

A minha admiração por aqueles que vestem a roupagem do cupido é imensa, mas essa não é, e nunca foi e nunca será, a minha vocação. O pior é que já encarnei, certa vez, o anticupido. Um amigo meu separou-se de uma ex-esposa por causa das nossas estrepolias pela vida, isso rende, até hoje, boas risadas. O débito dele comigo será eterno, pois o livrei de uma cruz – e a nossa amizade continua inabalável. O cupido que une também pode ser o mesmo que separa, caro leitor.

A vocação para o papel de cupido requer uma percepção apurada, muita destreza e um sexto sentido aguçado, principalmente, porque a concorrência dos cupidos eletrônicos ganha espaço: Internet, Orkut, MSN, coisas do gênero. O mundo vive a revolução dos costumes, inclusive no amor. O meu desejo, apesar disso, é que você, seu vizinho, sua prima, seus amigos, qualquer pessoa nesse mundo, seja alvejado, certeiramente, pela flecha da completa felicidade, independentemente do tipo de cupido. (CE)

25 de junho de 2009

O Mito de Cupido e Psique

"Um certo dia, Vênus estava admirando a terra quando avistou uma bela moça chamada Psique, uma moça muito bela. Vênus era uma deusa muito vaidosa e não gostava de perder em matéria de aparência, muito menos para uma mortal. Vênus chamou Mercúrio e disse-lhe: "- Mande esta carta para Psique." Quando Psique recebeu a carta ficou admirada, recebendo uma carta de uma deusa. Mas ficou muito decepcionada quando a leu. Na carta havia uma profecia clamada pela própria Vênus. A profecia dizia que Psique ia se casar com a mais horrenda criatura. Psique ficou desesperada, foi contar para suas irmãs. Psique era muito inocente e nunca percebeu que suas irmãs morriam de inveja dela.

Enquanto isso, no Monte Olimpo, Vênus chamou seu filho Cupido: "- Meu caro filho, preciso de um grande favor seu. Quero que você vá a terra e atire uma de suas flechas de amor em Psique, e faça com que ela se apaixone pelo homem mais feio do planeta". Cupido gostava muito de sua mãe e não quis contrariá-la. Então foi. Quando anoiteceu, Cupido foi até a casa de Psique, entrou pela janela avistou um rosto perfeito, traços encantadores. Cupido chegou bem perto para não ter a chance de errar o alvo (apesar de ter uma mira muito boa, mas estava encantado com a bela jovem). Se preparou para atirar, esticou o seu arco e quando ia soltar a flecha, Psique moveu o braço, e Cupido acertou ele mesmo. A partir daquele instante Cupido ficou perdidamente apaixonado pela jovem. Voltou para casa, mas não conseguiu dormir pensando na bela Psique.

No dia seguinte, Cupido foi falar com Zéfiro (o vento oeste) e pediu para que transportasse Psique para os ares e a instalasse num palácio magnífico, onde era a casa de Cupido. Quando a noite caiu, a moça ouviu uma voz misteriosa e doce: "- Não se assuste, Psique, sou o dono desse palácio. Ofereço a ti como presente de nosso casamento, pois quero ser seu esposo. Tudo que está vendo lhe pertence. E tudo que deseja será concebido. Zéfiro estará às suas ordens, ele fará tudo o que você quiser. Eu só lhe faço uma exigência: não tente me ver. Só sob esta condição poderemos viver juntos e sermos felizes.

Toda noite Cupido vinha ver Psique, mas em uma forma invisível. A moça estava vivendo muito feliz naquele lindo palácio. Mas passando os dias Psique ficava cada vez mais curiosa para saber quem era seu marido. Certa noite, quando Cupido veio ver Psique, eles se encontraram e se amaram. Mas quando Cupido adormeceu, Psique escondida e em silêncio pegou uma lamparina e acendeu-a, e quando ela viu o belo jovem de rosto corado e cabelos loiros, ficou encantada. Mas num pequeno descuido ela deixou cair uma gota de óleo no braço do rapaz, que acordou assustado e, ao ver Psique, desapareceu. O encanto todo acabou, o palácio os jardins e tudo que havia em volta desapareceu, como num passe de mágica. Psique ficou sozinha num lugar árido, pedregoso e deserto.

Desconsolado, Cupido voltou para o Olimpo e suplicou a Zeus que lhe devolvesse a esposa amada. O senhor dos deuses respondeu: "- O deus do amor não pode se unir a uma mortal". Mas Cupido protestou. Será que Zeus que tinha tanto poder não podia tornar Psique imortal? O deus dos deuses sorriu lisonjeado. Além do mais como poderia de deixar de atender a um pedido de Cupido, que lhe trazia lembranças tão boas? O deus do amor o tinha ajudado muitas vezes, e talvez algum dia Zeus precisaria da ajuda de Cupido de novo. Seria mais prudente atender o seu pedido. Zeus mandou Hermes ir buscar Psique e lhe trouxesse para o reino celeste. Então Zeus, o soberano, transformou Psique em imortal. Nada mais se opôs aos amores de Cupido e Psique, nem mesmo Vênus, que ao ver seu filho tão feliz se moveu de compaixão e abençoou o casal. Seu casamento foi celebrado com muito néctar, na presença de todos os deuses. As Musas (jovens encantadas, que eram acompanhantes do deus Apolo) e as Graças (jovens que representavam a beleza que acompanhavam a deusa Venus) aclamavam a nova deusa em meio a cantos de danças. Assim Cupido viveu sua imortalidade com o ser que mais amou.(Alison Alves) Fonte: Wikipédia