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13 de dezembro de 2009

Morto ou vivo?

O último mês do ano está chegando e é hora de pensar nas coisas que aconteceram, mudar de planos ou, quem sabe, recomeçar uma nova vida. Responda-me, caro leitor. O seu ano foi proveitoso? O seu relacionamento foi motivo de muitas surpresas ou decepções? Valeu à pena? Esse ano, e os demais, não podem ficar em branco, pelo contrário, o tempo de convívio tem que ficar marcado em nossas memórias. O tempo perdido não volta mais, é como a flecha lançada e as palavras ditas.

A vida e o amor devem valer à pena e, portanto, uma pausa para pensar nos momentos vividos é importante para manter a chama do amor acesa. O relacionamento é algo que deve estar em constante avaliação e discussão, como parte do ciclo da vida. O seu parceiro ou parceira deve (ou deveria) ter acrescentado-lhe alguma coisa neste ano que está acabando. A balança do amor não pode pesar demasiadamente para nenhum dos lados. O equilíbrio é fundamental.

O meu ano amoroso, por exemplo, reservou muitas alegrias, mas muitas decepções. O importante é continuar acreditando no amor, pois a vida segue, e continuarei sorrindo para ela. É tempo de repensar, recomeçar, evoluir, melhorar e conjugar os verbos que mantenham o relacionamento vivo. A época é apropriada para isso: mudar o que tiver que ser mudado, melhorar o que tiver que ser melhorar, ou, ainda, continuar o que tiver que ser continuado.(CE)



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“Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos...Tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoração ou seu desprezo. O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia”.

Concordem ou discordem, a verdade das palavras não sumirá. Quem gosta do morno, do tanto faz, do nem fede nem cheira? Sejamos honestos, ninguém, muito menos quando ao olhar para trás percebemos que o ano foi inválido e não acrescentou nada à sua vida. E, aproveitando, como foi o seu ano? 365 dias mornos? Houve uma evolução no campo amoroso ou manteve-se inerte dia após dia? A virada do ano nos traz reflexões e essas são sempre necessárias, embora nem sempre sejam fáceis.

Os meus foram importantes, cadenciados, perturbadores algumas vezes, mas realmente bem vividos. Nesse ano descobri o que realmente quero, embora tenha sido por vezes assustador, mas quer saber? Apesar das dores, temores, foi o melhor ano da minha vida, afinal, não fiquei no morno dos dias sem sal e na frieza dos passos sem lembranças. Arrisquei, remodelei, afinal estou viva. E você, morreu em vida e nega o óbvio ou segue realmente viva? (MP)

5 comentários:

Luciana Lopes disse...

É..........refletir nem sempre é fácil,porem chega uma hora que se faz necessário. No fundo, todos temos medo de encarar de frente as nossas fraquezas, os nossos medos e dúvidas, pois para mim, começar um ano nem sempre é um recomeço, mas mesmo assim, bate aquele arrepio na boca do estômago.
Detesto o morno, e por isso, tento manter meu lado louco e criativo todos os dias do ano, inclusive no amor ou será que alguém em sã conciência sairia da sua cidade para ir até Humaita, uma cidadezinha no interior do Amazonas para reencontrar 1 antigo amor de adolescência, mesmo sabendo que não poderia dá certo, como não deu?
Fui e fui feliz tendo assim um dos melhores anos da minha vida.

PS: Espero que em 2010 o blog continue nos brindando com excelentes textos e ah, Carlos Eduardo: a sua entrada no blog foi perfeita, pois a mesma senssibilidade masculina que o Gustavo tinha, você tem.
Até o próximo ano.

Juliana disse...

Esse foi o meu melhor ano na descoberta do amor e assim espero que continue....
Bjos, parabéns pelo texto.

Carlos Eduardo Dias disse...

Espero que possamos ainda comemorar e compartilhar as experiências (bem ou mal sucedidas) do amor! E que o futuro nos reserve muita felicidade, histórias para contar e novas descobertas! Eu também creio que o morno não satisfaça ninguém (ou não deveria), já que o amor foi feito para ser intenso, quente, humano e, porque não, desmedido. O óbvio não me serve, pois tenho recaídas pelo imprevisível. É isso! Beijo a todas! Obrigado pelos elogios.

Mayara Paz disse...

Meninas, muito bem-vindas!
Sempre bom lê-las.
Vejo o morno como um meio termo. Para algumas coisas como água, café, comida, serve. Mas que tal ter um amor morno, nem bom, nem mau ao seu lado? Indigestão na certa.
beijos e até a próxima.

Luciana Alves disse...

bem, eu acredito que o bom da vida é o desafio que ela nos lança todo dia. Realmente, o morno é chato e não nos leva a nada. Nem ao aprendizado da derrota, nem ao sabor delicioso da vitória.

Eu vejo meu ano assim: um grande desafio que chega ao fim de forma surpreendente!

beijos, os textos estão ótimo.